Imagem conceptual de contentores marítimos coloridos sobre fundo com mapa-mundo estilizado, simbolizando comércio internacional, cadeias de abastecimento globais, logística e exportação/importação Foto Shutterstock

Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 2% no arranque do ano

As exportações da indústria alimentar e das bebidas cresceram 2,03% no primeiro trimestre deste ano, face ao mesmo período de 2025, atingindo os 1.964 milhões de euros. A análise mensal revela igualmente uma evolução positiva: só em março, as exportações do sector aumentaram 10,98% em comparação com o mesmo mês do ano passado, revelam os dados do INE.

A União Europeia continua a assumir-se como o principal destino dos produtos nacionais, concentrando 1.350 milhões de euros das exportações da indústria alimentar e das bebidas nos primeiros três meses do ano. De acordo com dados do INE, entre os mercados comunitários que mais cresceram destaca-se a evolução positiva da Bulgária (+35,1%), da Irlanda (+27,6%) e dos Países Baixos (+13,7%).

Já os mercados extracomunitários representaram 614 milhões de euros no mesmo período, traduzindo um crescimento de 2,48% face a 2025. Entre os países que mais contribuíram para esta evolução sobressaem os crescimentos de São Tomé e Príncipe (24,3%), Cabo Verde (18,0%) e Brasil (16,4%). Em sentido inverso, as exportações para Marrocos recuaram 21,0% face ao período homólogo de 2025, enquanto as vendas para Angola registaram uma quebra de 4,9%. Para os Estados Unidos a quebra foi de 17,4%.

Os números oficiais mostram uma indústria capaz de se adaptar, antecipar tendências e responder às exigências de consumidores cada vez mais informados, ao mesmo tempo que reforça a sua presença em mercados externos e contribui para transformar o perfil exportador da economia portuguesa.

Apesar do contexto marcado por tensões económicas e desafios logísticos, Jorge Henriques, presidente da FIPA, acredita que o sector continuará a encontrar oportunidades de crescimento. O responsável defende “uma consolidação dos instrumentos ao dispor dos empresários para continuarem a sua afirmação internacional, numa política que vá além do apoio financeiro”. Com o objetivo de ver o sector “crescer fora da Europa dos 27”, Jorge Henriques sublinha ainda o papel estratégico que o Ministério da Economia e a AICEP poderão desempenhar na promoção internacional dos produtos portugueses.

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
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