Ilustração de um carrinho de compras com a bandeira da União Europeia no interior. A imagem simboliza o mercado europeu, o comércio na União Europeia e temas relacionados com consumo, retalho, regulamentação e economia europeia Foto Shutterstock

Excedente comercial da União Europeia cai para metade no arranque de 2026

Saldo positivo do comércio externo da UE recuou para 12,7 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2026


A União Europeia registou um excedente comercial de 12,7 mil milhões de euros no comércio de bens com países fora do bloco no primeiro trimestre de 2026, um valor que representa uma queda de quase 50% face aos 23,6 mil milhões de euros alcançados no último trimestre de 2025.

Apesar da redução, a União Europeia manteve um saldo comercial positivo, prolongando a recuperação iniciada no terceiro trimestre de 2023, após um período marcado por défices impulsionados pelo aumento dos custos energéticos entre o final de 2021 e meados de 2023.

A quebra do excedente comercial foi sobretudo influenciada pela redução do saldo positivo no sector de máquinas e veículos, que caiu de 39,8 mil milhões para 27,8 mil milhões de euros. Em paralelo, agravou-se o défice associado aos produtos energéticos, que passou de 64 mil milhões para 72,2 mil milhões de euros negativos.

Em sentido inverso, alguns sectores contribuíram para atenuar a deterioração do saldo global. O défice relativo a outros bens manufaturados diminuiu de 10,9 mil milhões para cinco mil milhões de euros, enquanto o excedente na categoria “outros bens” aumentou de 7,2 mil milhões para 11,5 mil milhões de euros.

Os dados revelam ainda um abrandamento das exportações europeias. Entre janeiro e março de 2026, as exportações recuaram 0,1%, registando o quarto trimestre consecutivo de queda. Bruxelas associa esta tendência, em parte, às tensões tarifárias internacionais e ao contexto de desaceleração do comércio global.

Já as importações cresceram 1,7% no mesmo período, interrompendo três trimestres consecutivos de redução, impulsionadas sobretudo pelo aumento dos custos energéticos e pela recuperação da procura externa.

O desempenho do comércio externo europeu continua assim condicionado pela volatilidade dos mercados internacionais, pelos custos da energia e pelas tensões geopolíticas, num contexto de crescente pressão sobre a competitividade industrial europeia.

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
Siga-nos em sidebar-1