O mercado mundial de espumantes mantém-se resiliente, apesar da redução global do consumo de vinho, e terá atingido um valor de 54,7 mil milhões de dólares, cerca de 48 mil milhões de euros, em 2025, segundo estimativas da Euromonitor International.
De acordo com o primeiro “Sparkling Report”, apresentado pela ProWein, os espumantes continuam a registar um desempenho superior ao dos vinhos tranquilos em mercados relevantes como os Estados Unidos, o Reino Unido e França.
A premiumização está entre as principais tendências do sector. Os novos consumidores de vinho demonstram maior disponibilidade para escolher produtos de qualidade superior, enquanto regiões como a Hungria e a Austrália reforçam a sua presença neste mercado.
Também os hábitos de consumo estão a mudar. Os consumidores mais jovens encaram cada vez mais os espumantes como bebidas adequadas a ocasiões informais, deixando de os reservar apenas para celebrações. Esta evolução poderá aumentar tanto a frequência de compra como o número de consumidores da categoria.
Espumantes sem álcool ganham terreno
A procura por novos formatos está igualmente a favorecer as bebidas prontas a consumir e as alternativas sem álcool. Os espumantes sem álcool são, segundo o relatório, uma das categorias com maior crescimento.
Só na Alemanha terão sido recentemente vendidas mais de 22 milhões de garrafas deste tipo de produto, sendo esperado um crescimento global de dois dígitos.
Prosecco cresce e champanhe perde vendas
A produção de Prosecco DOC alcançou 667 milhões de garrafas em 2025, avaliadas em aproximadamente 3,6 mil milhões de euros. Este resultado representa um crescimento homólogo de 1,1%. A variante rosé já corresponde a 10% das vendas e continua a ganhar peso.
O Prosecco DOCG Conegliano Valdobbiadene, posicionado num segmento de qualidade superior, cresceu 8%, para um total de 98 milhões de garrafas.
Em sentido contrário, as vendas de champanhe recuaram 2% em volume, para 266 milhões de garrafas. Em valor, diminuíram dos 6,5 mil milhões de euros registados em 2024 para 5,7 mil milhões de euros em 2025.
O Crémant alcançou, por sua vez, um novo máximo, com perto de 123 milhões de garrafas vendidas, um crescimento de 7,5%. As exportações já representam 41% da respetiva produção.
Cava recua 13%
As vendas de Cava diminuíram 13%, para pouco mais de 190 milhões de garrafas. Ainda assim, a categoria continua a representar aproximadamente 70% das exportações espanholas de vinho.
Na Alemanha, as vendas totais de espumantes caíram 4,7% em 2025, para 234 milhões de garrafas, embora esteja a aumentar o interesse internacional pelos espumantes produzidos naquele país.
Já o Lambrusco ocupa a terceira posição entre os vinhos italianos mais vendidos, depois do Prosecco e do Chianti. Em 2024, foram comercializados 15,1 milhões de litros, num valor de 57,2 milhões de euros, apesar das reduções de 4% em volume e de 3,7% em valor.








