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Empresas de eventos estão em falência iminente

Empresas registadas na Fixando vão perder negócios no valor 700 mil euros entre novembro e dezembro

Foto Shutterstock

As novas medidas impostas pelo Governo, como o recolher obrigatório e o confinamento aos fins-de-semana, estão a gerar o pânico nas empresas organizadoras e profissionais de eventos em Portugal, que poderão ter quebras de 70% face a 2019, o correspondente a 700 mil euros em vendas não realizadas, anuncia a Fixando depois de analisar o sector e consultar os profissionais.

Segundo a plataforma para a contratação de serviços locais, a adaptação digital seria uma das soluções, mas já não seria suficiente para compensar as perdas quando comparado com 2019. Caso nem exista esta adaptação, o sector entrará mesmo em falência, sustenta a Fixando.

 

O que dizem os profissionais?

Estamos a sentir uma grande quebra acentuada de 90%, na nossa área, em termos de contratação de serviços. Contamos que, em dezembro, haja alguns serviços, embora não sejam suficientes para aguentar a nossa empresa por muito mais tempo. Acreditamos que haja esperança”, afirma Bruno Leite, da empresa Mr. Milk – Eventos e Publicidade, que realizava múltiplos eventos de Natal, nomeadamente espetáculos para crianças, um dos inquiridos pela Fixando.

Caso nem exista adaptação digital o sector entrará mesmo em falência, sustenta a Fixando. “Realizar definitivamente eventos online é a solução que encontro para garantir a continuidade do negócio”, confirma Telmo Melo, mágico há 19 anos, sem qualquer evento agendado para a época natalícia, também inquirido pela Fixando.

A plataforma recorda que o sector está a viver a fase onde encontrava a sua grande fonte de rendimento, graças ao Natal, mas também graças às festas de empresas e amigos. “Trabalho há mais de 20 anos no sector de evento. Os lucros médios, na época do Natal, eram entre 100 mil e 150 mil euros. Realizar serviços de catering em novembro? Estamos a zero. Em dezembro, devemos ir pelos mesmo caminho. Se o Governo permitir, se existirem pedidos, podemos fazer com grupos mais pequenos, no entanto, não temos perspetivas para isso. Entregas ao domicílio, sim, estamos a tentar, mas, com a grande concorrência que temos dos nossos ‘adversários’ e grande afluência dos restaurantes para o mesmo, as perspetivas de termos sucesso são praticamente nulas”, reforça Luís, que trabalha em serviços de catering.

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