Dove lança campanha global que apela a uma beleza sem manipulação digital nas redes sociais

2 em cada 3 raparigas tentam editar pelo menos um aspeto do seu corpo antes de publicarem uma fotografia

ReverseSelfie_Dove

As redes sociais impõem padrões de beleza que as jovens consideram inalcançáveis e pouco reais, conclui o mais recente estudo da Dove, pioneiro em Portugal. 63% das inquiridas afirma que se as fotografias publicadas nas redes sociais fossem mais representativas da beleza feminina, isso contribuiria para que fossem raparigas mais confiantes.

Há 15 anos, Dove lançava a campanha Evolution, para abordar a manipulação de imagens na publicidade, numa crítica ao uso excessivo de ferramentas como o Photoshop. Hoje, a marca volta a pronunciar-se sobre a manipulação digital, que se transformou num fenómeno à escala mundial, pois já não são apenas as grandes indústrias ou os fotógrafos profissionais que recorrem a esta prática. Assim, lançou uma campanha global que apela a uma beleza sem manipulação digital nas redes sociais, em mais de 30 países.

Sem dúvida que as redes sociais se tornaram num espaço que fomenta a autoexpressão e a criatividade dos jovens, mas aquilo que temos visto é que, quando os filtros são mais utilizados para criar padrões de beleza irreais do que como forma de entretenimento, então estamos a falar de consequências negativas para a autoestima dos jovens, que se sentem pressionados em manipular a sua imagem até atingir uma perfeição, que nem sequer existe na vida real”, alerta Firdaous El Honsali, diretora global de comunicação e sustentabilidade de Dove.

 

Reverse Selfie

A nova campanha Reverse Selfie (em português, Selfie Invertida), vem chamar atenção para a forma como a distorção digital está a fragilizar a autoestima dos jovens e revela dados que comprovam a gravidade do problema à escala global. O estudo Detoxify Beauty, realizado no âmbito da campanha, foi conduzido em 10 países, incluindo em Portugal, com o objetivo de avaliar como as redes sociais e a manipulação digital estão a impactar os comportamentos e o quotidiano das gerações mais jovens.

Em Portugal, 76% das raparigas com 13 anos usa filtros ou recorre a aplicações para mudar a sua aparência nas fotografias. Em média, têm 12 anos quando utilizam, pela primeira vez, este tipo de funcionalidades. 64% das raparigas tenta editar ou esconder, pelo menos, uma característica do seu corpo antes de publicar uma fotografia e 41% das jovens com baixa autoestima prefere ver-se em fotos editadas. 25% lamenta que, na vida real, não possa assemelhar-se à pessoa que mostra online.

São precisas, em média, nove selfies de “tentativa” até que as jovens consigam uma fotografia que gostem para publicar nas suas redes sociais. 45% das raparigas gasta mais de 10 minutos a preparar-se para uma selfie.

As jovens com baixa autoestima são mais vulneráveis à manipulação digital: afirmam que, embora o processo de edição seja divertido (69%) e criativo (59%), também o fazem porque se preocupam com os comentários negativos que poderiam receber caso não manipulem a sua imagem (37%) e porque querem sentir-se mais confiantes com elas mesmas (45%).

As jovens gostavam que as redes sociais fossem mais representativas da beleza feminina: 63% das inquiridas afirma que, se as fotografias publicadas nas redes sociais fossem mais representativas da beleza feminina, isso contribuiria para que fossem raparigas mais confiantes. 59% gostava que as influenciadoras digitais representassem verdadeiramente diferentes tipos de beleza nas redes sociais e 30% das jovens com baixa autoestima sente-se menos bonio quando vê fotos de celebridades/influenciadoras nas redes sociais.

Na perspetiva da psicóloga Filipa Jardim da Silva, os números são preocupantes e não deixam mentir. “Estamos perante uma geração que procura nas redes sociais a validação dos outros por via dos likes ou dos comentários, quando seria muito mais benéfico que as redes sociais fossem verdadeiramente um espaço onde os jovens se pudessem auto expressar livre e criativamente, sem receio da opinião dos outros”.

Filipa Jardim da Silva alerta ainda para as consequências a longo prazo que a manipulação digital poderá ter na personalidade e autoestima dos jovens. “A partir do momento em que uma adolescente manipula continuamente a sua imagem nas redes sociais, na tentativa de alcançar padrões de beleza que não correspondem à vida real, está a alimentar uma falsa autoestima, o que reduz a sua qualidade de vida. A insegurança e a autocrítica permanentes minam a forma como o jovem se vê, como se relaciona com os outros e como toma decisões. Assim, há um risco aumentado de estados de ansiedade e depressão, as relações sociais e amorosas são prejudicadas, há um impacto negativo no desempenho académico e verifica-se uma vulnerabilidade acrescida para o desenvolvimento de distúrbios de comportamento alimentar, bem como do consumo de substâncias”, explica.

 

Projeto pela Autoestima

A nova campanha Selfie Invertida é uma iniciativa do Projeto pela Autoestima da Dove e inclui um novo guia “Crescer com Confiança”, para que pais e educadores possam ajudar os jovens a desenvolver a autoestima necessária para atingirem o seu máximo potencial. Este guia foi criado em parceria com o Center for Appearance Research da University of West England e está validado academicamente com efeitos comprovados na melhoria da autoestima dos jovens.

Tendo como objetivo educar 250 milhões de crianças para a autoestima, em todo o mundo, até 2030, o Projeto pela Autoestima disponibiliza online e gratuitamente várias ferramentas pedagógicas para que os educadores possam trabalhar a autoconfiança junto dos jovens. Incluem-se artigos, workshops e atividades didáticas sobre questões pertinentes na infância e adolescência, ferramentas estas que ajudam os jovens a lidarem mais facilmente com problemáticas como as pressões sociais, o impacto dos media ou o bullying, ensinando-lhes também a navegar de forma mais saudável e positiva nas redes sociais.

O Projeto pela Autoestima nasceu em 2004, quando a marca assumiu o compromisso de contribuir para que as novas gerações crescessem com uma relação mais positiva com a sua própria aparência e o seu corpo, com o objetivo final de melhorar a sua autoconfiança e autoestima. Em Portugal, o programa estreou-se em 2020, tendo sido já impactados cerca de 50 mil jovens, dos quais 10 mil em escolas, através da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Este ano, a marca pretende chegar a mais de 100 mil jovens em Portugal. Até agora, a Dove impactou positivamente a vida de mais de 69 milhões de jovens em 150 países.

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