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Distribuição espanhola espera quebra de 40% a 50% no consumo alimentar

Foto Shutterstock

A Anged, a associação espanhola das grandes superfícies, antecipa uma descida sem precedentes no consumo alimentar no país vizinho.

O diretor geral da patronal da distribuição, Javier Millán-Astray, relembra que os dados da China revelam uma queda em torno dos 40% a 50%. “Em Espanha, vamos a perder nestes meses de coronavírus mais vendas do que as que se perderam durante a última crise (30% a 35%); em apenas alguns meses, vamos assistir a uma quebra em torno dos 40% a 50% no consumo alimentar. Este é o panorama que vamos encontrar quando voltarem a abrir os estabelecimentos, mas acreditamos que o valor melhore nos próximos meses. Nos próximos seis meses, poderemos começar a falar de uma recuperação em termos mais sensíveis”.

A Anged indica também que os dados de que dispõe até à data mostram um crescimento na faturação das empresas de alimentação de 25%, o que contrasta com a queda de 70% no têxtil e de 50% nas empresas dedicadas aos produtos de alta tecnologia. “Com estes valores, nas melhores previsões, que pressupõem uma recuperação da atividade em um mês ou mês e meio, poderíamos fechar o ano com uma queda no consumo de 10%”. Ou seja, uma descida na faturação de 25 mil milhões de euros.

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