A Diageo encerrou o primeiro semestre do seu exercício fiscal de 2026 com vendas líquidas de 10.460 milhões de dólares, cerca de nove mil milhões de euros. Isto representa uma quebra de 4% face ao mesmo período do ano anterior.
Em termos orgânicos, as vendas diminuíram 2,8%, refletindo uma redução do volume de 0,9% e um impacto negativo de 1,9% na relação preço/mix.
Apesar da contração nas receitas, a empresa registou um desempenho positivo ao nível da rentabilidade. Os lucros líquidos atingiram 1.995 milhões de dólares, cerca de 1.700 milhões de euros, um aumento de 3,1% em comparação com o primeiro semestre fiscal de 2025.
Desempenho desigual por regiões
Segundo o CEO da Diageo, Dave Lewis, o semestre foi marcado por resultados “díspares”. O responsável destaca o bom desempenho na Europa, América Latina e Caraíbas (LAC) e África, mas foi mais fraco na América do Norte (NAM). Já na região APAC, manteve-se a debilidade nas bebidas espirituosas brancas.
Nos Estados Unidos, a performance refletiu a pressão sobre o rendimento disponível dos consumidores. Além disso, refletiu a crescente concorrência de alternativas mais acessíveis, num contexto de sensibilidade ao preço.
Nova estratégia
Dave Lewis identifica oportunidades significativas para reforçar a competitividade e expandir o portefólio da empresa. Nomeadamente, estratégias de categoria mais competitivas, o reforço de marcas relevantes e uma maior orientação para o cliente.
Contudo, para ganhar maior flexibilidade financeira, o conselho de administração decidiu reduzir o dividendo, medida que visa acelerar o fortalecimento do balanço.
A empresa acredita que esta decisão permitirá consolidar a sua posição como líder internacional no sector das bebidas espirituosas. Além disso, permitirá gerar valor sustentável para os acionistas, no médio prazo.








