A DHL Supply Chain está a utilizar robôs colaborativos e inteligência artificial para aumentar a produtividade nas operações logísticas.
A preparação de encomendas assistida por robôs permite mais do que duplicar as unidades recolhidas por hora e reduzir em 80% o tempo de formação dos operadores. Os resultados foram apresentados por Mohamed Fouda, Head of Accelerated Digital & Automation da empresa, no 28.º Congresso da APLOG – Associação Portuguesa de Logística.
Num mercado pressionado pela escassez de mão de obra, pela falta de espaço logístico e por clientes cada vez mais exigentes, a empresa combina conhecimento operacional, análise de dados e tecnologia para gerar ganhos de eficiência, qualidade e resiliência. O ponto de partida é a análise das tarefas e do tempo que as equipas lhes dedicam, identificando onde a digitalização e a automação podem ter maior impacto.
Robótica e IA nas operações
Os robôs trabalham lado a lado com os operadores na preparação de encomendas. Além dos ganhos de produtividade e da redução do tempo de formação, estas soluções diminuem o esforço físico, a fadiga e a taxa de erro, melhoram a satisfação dos colaboradores e permitem responder aos picos de procura.
Na inteligência artificial, o destaque foram os agentes de voz que contactam os motoristas para confirmar a hora prevista de chegada e atualizam automaticamente o sistema de gestão de transportes. O resultado é menos trabalho manual, atualizações mais rápidas e alertas antecipados sobre eventuais desvios, com informação mais consistente para as equipas e os clientes.
Para potenciar estes ganhos, a DHL dispõe de uma plataforma comum que interliga sistemas, soluções de automação e ferramentas digitais. A estrutura permite cruzar dados de diferentes fontes e aplicar inteligência artificial para transformar essa informação em dados úteis à gestão, reforçando a visibilidade sobre as operações e apoiando a tomada de decisão.
Escala global
A dimensão e a presença global da DHL permitem identificar e replicar soluções que já demonstraram resultados em operações reais. Cada implementação beneficia da experiência acumulada noutros mercados, com as adaptações necessárias às condições locais e às necessidades dos clientes.
Para levar uma tecnologia da fase-piloto à operação, a DHL Supply Chain segue uma metodologia estruturada em sete fases, desde a investigação e as provas de conceito até à implementação, industrialização e adaptação local. A avaliação da viabilidade, segurança, integração e experiência dos utilizadores permite validar cada solução antes de a replicar à escala global.







