Homem numa vinha observa o solo e as videiras, avaliando o estado das plantas num cenário agrícola ao ar livre António Costa Boal, CEO Costa Boal Wine Estates
Bebidas

Costa Boal reforça estratégia de sustentabilidade na viticultura

No âmbito do Dia da Terra, celebrado a 22 de abril, a Costa Boal Family Estates reforça o seu compromisso com uma “viticultura sustentável, assente na valorização dos recursos naturais, na economia circular e na inovação aplicada ao sector”.

A sustentabilidade surge, assim, como um eixo central da sua estratégia, traduzido em práticas agrícolas mais conscientes e resilientes.

Biofungicidas naturais

Entre as iniciativas em destaque está o desenvolvimento de bioestimulantes e biofungicidas naturais a partir de resíduos da própria exploração, como folhas, mostos, e lenhas de poda. Estas matérias-primas, anteriormente desvalorizadas, integram agora o ciclo produtivo “com elevado valor acrescentado. Esta abordagem permite transformar resíduos em recursos, promovendo uma gestão mais eficiente e reduzindo o impacto ambiental da exploração.

Ricas em compostos fenólicos, estas matérias-primas naturais são utilizadas para desenvolver soluções que reforçam o equilíbrio fisiológico da vinha. Desse modo, aumentam a sua capacidade de resposta a condições adversas. Ao mesmo tempo, contribuem para a redução do uso de produtos químicos e para a melhoria da saúde do solo e da biodiversidade.

“Na Costa Boal, acreditamos que o futuro da viticultura passa por uma relação mais inteligente com os recursos disponíveis. Valorizar o que já existe na vinha é uma forma concreta de reduzir impacto, aumentar eficiência e reforçar a autenticidade dos nossos vinhos”, afirma António Boal, produtor e CEO da empresa.

Esta estratégia é desenvolvida em articulação com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), garantindo o rigor científico de todo o processo.

“Esta colaboração evidencia a importância da transferência de conhecimento científico para a indústria, promovendo soluções sustentáveis, tecnicamente validadas e ajustadas às necessidades reais do setor”, refere, por sua vez, Sandrina Heleno, investigadora do IPB responsável pela coordenação científica dos ensaios.

Vinhas mais equilibradas e menos sujeitas a condições de stress refletem-se na qualidade da uva e na autenticidade dos vinhos. Ao mesmo tempo, reforçam a resiliência do sistema produtivo.

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