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Confinamento catalisa produtos de indulgência

2.200 milhões de euros de consumo adicional

Foto Shutterstock

Os consumidores de toda a Europa gastaram mais 2.200 milhões de euros em alimentos e bebidas de indulgência, durante o primeiro período do confinamento, o que representa um crescimento de 12% face ao ano anterior, revela a IRI. Esta categoria inclui as bebidas alcoólicas, os aperitivos salgados, os doces e os chocolates.

A análise, que incide sobre sete países europeus (Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Itália, Grécia e Holanda), revela que os aumentos mais significativos verificaram-se em Espanha e no Reino Unido, que consumiram mais 21% e 19%, respetivamente, de produtos indulgentes, durante o confinamento. Seguem-se a Holanda (+12%), a Grécia (+10%) e a Alemanha (+6%). Em contrapartida, a França e a Itália aumentaram muito ligeiramente no total da categoria, mas tiveram grandes crescimentos em produtos específicos.

No entender de Anne Lefranc, vice-presidente de marketing para a Europa e África do Sul da IRI, à medida que os lares se converteram num refúgio durante o confinamento, foi fundamental encontrar novas formas de fazer face à situação, recriando, de modo virtual, as reuniões sociais ou criando novos hábitos com a família. “Compreender estas tendências revela as oportunidades que se abrem para as marcas e retalhistas durante novos períodos de confinamento de inverno, já que as pessoas ficam em casa e, quem sabem, sentem-se ainda mais tentadas a dar a si próprias um capricho durante este período de incerteza”.

 

Categorias ganhadoras

Não obstante os produtos indulgentes terem aumentado no seu conjunto, houve categorias ganhadoras e perdedoras, em todos os sectores e países. Uma delas foi o vinho, cujas vendas aumentaram entre quatro e 17 pontos em todos os países, em comparação com o período homólogo, com exceção de França, onde diminuíram quase um terço (31%). O champanhe foi o mais afetado, com uma queda de 51%, devido, principalmente, ao cancelamento de muitas celebrações e à ausência de as atividades promocionais que, habitualmente, as acompanham. A cerveja foi a única categoria de bebidas alcoólicas que cresceu no mercado francês (12%).

Em todos os países, pode assinalar-se o nascimento do chamado “momento aperitivo”. Houve um aumento tanto de certas bebidas espirituosas, como se snacks e aperitivos salgados, com os consumidores a reunirem-se online e a recriarem, de modo virtual, os momentos sociais que tinham fora de casa. Apesar dos salgados terem crescido em todos os países, o aumento foi mais em Espanha (28%), na Grécia (27%) e na Alemanha (16%).

Na categoria de bebidas espirituosas, o destaque foi para o rum na Grécia e em França, para o gin em Itália e na Alemanha e para a tequila em Espanha.

 

Doces perdem posição

Já os doces caíram em quase todos os países, durante o confinamento, e não recuperaram, entretanto, com as vendas a manterem-se baixas ou estáveis. A única exceção à regra é Espanha (2%), impulsionada pelas categorias infantis, como as gomas, que cresceram 37,8%.

O consumo de doces mais direcionados para adultos, como as pastilhas elásticas, mais relacionado com o trabalho nos escritórios, foi muito afetado em todos os países.

Nos chocolates, embora os produtos mais sazonais e festivos tenham sido penalizados, as tabletes compensaram e catalisaram o crescimento da categoria.

Outra categoria em destaque são as pipocas, que beneficiaram das muitas sessões de cinema em casa. Em Itália, cresceram 53% e na Alemanha 19%, durante o confinamento, voltando aos níveis normais de compra uma vez este terminado.

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