A Coca-Cola Europacific Partners (CCEP) registou um crescimento das receitas de 5,4% na Península Ibérica durante o primeiro semestre de 2026, para 1.639 milhões de euros. No segundo trimestre, as receitas ascenderam a 955 milhões de euros, representando um aumento de 4,6%.
Na região ibérica, o volume registou um crescimento moderado, de um dígito, impulsionado pelo bom desempenho do segundo trimestre nos canais Home e Away From Home (AFH).
Entre as categorias com maior dinamismo destacam-se as bebidas desportivas, impulsionadas pela expansão da distribuição, pela conquista de novos pontos de venda e pelo lançamento do Aquarius Extra. A nível do grupo, a categoria Sports cresceu 12,1% no primeiro semestre, impulsionada pelo desempenho do Powerade, beneficiando das ativações em torno do Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA, da introdução de novos formatos e sabores e do reforço da distribuição.
Também o segmento de chá pronto a beber (RTD Tea) registou um crescimento de dois dígitos na Península Ibérica, sustentado pela evolução do Fuze Tea e pela expansão da marca para novos restaurantes de serviço rápido (QSR). No conjunto do grupo, contudo, esta categoria recuou 3,1% no semestre, refletindo o abrandamento noutros mercados.
O desempenho foi ainda apoiado pela categoria Flavours, impulsionada pelos lançamentos da Fanta Exotic e da Sprite Chill, enquanto a Monster voltou a apresentar um crescimento de dois dígitos na região. Globalmente, a Sprite cresceu 5,9% e a categoria Energy avançou 18,6%, beneficiando da inovação, do aumento da distribuição e do crescimento dos multipacks, ao passo que a Fanta registou uma ligeira quebra de 0,6%.
As receitas por unidade de caixa na Península Ibérica cresceram durante o semestre graças ao aumento dos preços, embora este efeito tenha sido parcialmente compensado por um impacto desfavorável do mix de canais e formatos, associado ao crescimento do canal de restauração rápida (QSR).
Resultados sólidos na Europa
No conjunto das operações europeias, a CCEP registou receitas de 7.911 milhões de euros, um crescimento homólogo de 5,9%, apoiado por uma evolução positiva dos volumes (+1,6%, ajustados aos dias de consumo) e por um aumento de 1,3% das receitas por unidade de caixa. O desempenho foi sustentado pela inovação, pela execução comercial e pela evolução favorável do canal Home.
A nível global, a Coca-Cola Europacific Partners alcançou receitas de 10.724 milhões de euros no primeiro semestre, um aumento de 4,4%, enquanto o lucro operacional cresceu 6,9%, para 1.458 milhões de euros. O volume aumentou 2,2% numa base ajustada aos dias de consumo, suportado pela procura por bebidas sem açúcar, energéticas e de hidratação.
“Alcançámos resultados sólidos no primeiro semestre, com um crescimento equilibrado das receitas, uma maior quota de mercado e uma gestão disciplinada dos custos e da tesouraria. O nosso desempenho reflete a solidez do um portfólio diversificado de bebidas, a procura por parte dos consumidores por produtos com boa relação qualidade-preço e o sucesso da nossa inovação em categorias de maior crescimento, como as bebidas sem açúcar, energéticas e de hidratação, tudo apoiado por uma excelente execução comercial e por ativações de destaque, como o Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA”, afirma Damian Gammell, CEO da CCEP.
Apesar de reconhecer que o contexto de consumo continua desafiante e que persistem incertezas relacionadas com a situação no Médio Oriente, o responsável considera que os resultados do primeiro semestre demonstram “a resiliência do nosso negócio e a solidez do nosso modelo de crescimento“.
Para 2026, a estratégia mantém-se centrada na expansão da cobertura de equipamentos de frio, na conquista de novos clientes e na aceleração do crescimento nas Filipinas e na Indonésia.
A CCEP continuará também a apostar na otimização da política de preços e promoções, na eficiência operacional e num investimento “sem precedentes” em inteligência artificial, tecnologia e cadeia de abastecimento. “Estamos confiantes de que dispomos da estratégia adequada, da disciplina de execução e do apoio das nossas marcas para alcançar os nossos objetivos a médio prazo e continuar a gerar valor para os acionistas“, concluiu Damian Gammell.








