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Campofrío equaciona aquisições para crescer nos lacticínios

A Campofrío quer evoluir de uma empresa que atua no sector cárnico para um grupo alimentar. Em entrevista ao jornal Cinco Días, Ricardo Doehner, diretor executivo do Campofrío Food Group confirma que a dona da Nobre vai equacionar potenciais aquisições para crescer no sector dos lactínios.

A empresa acabou de lançar a Vegalia, uma gama de produtos sem carne, fruto de um trabalho de vários anos para endereçar as necessidades dos cada vez mais consumidores que procuram alternativas para diminuir o consumo de carne. “Estamos focados no cliente flexivegetariano. Sobretudo na Europa, a população não está a crescer, mas a envelhecer. O consumo absoluto de carne é menor, enquanto outras proteínas, como o ovo, ou as verduras crescem”. A gama já foi lançada na Bélgica, França e Espanha e deverá chegar ao resto da Europa nos próximos meses e posteriormente à América.

Este é apenas um dos projetos da empresa que, após o incêndio da sua fábrica em Espanha, apostou na busca de alternativas de produção para recuperar quota de mercado. Com a nova fábrica em curso, que deverá estar a 100% no final do ano, a Campofrío vai agora debruçar-se mais na inovação.

Com um plano de crescimento a cinco anos, que contempla um desempenho entre 5% a 10% ao ano, em termos orgânicos,  a Campofrío está, no entanto, atenta a potenciais ativos que lhe permitam diversificar a sua atividade e crescer nos mercados onde não está presente, como a Europa de Leste. Recentemente, comprou uma empresa na Roménia cujas operações estão a ser consolidadas desde setembro. “De momento, não temos nada em concreto, mas somos um grupo que está sempre aberto a escutar oportunidades de compra, desde que tenham sentido estratégico e da rentabilidade pretendida”, reitera Ricardo Doehner.

A Campofrío quer diversificar a sua gama de produtos para além dos cárnicos. Fora da Europa, o portfólio da casa-mãe Sigma é composto, para além dos cárnicos, por lacticínios, como iogurtes, queijos e derivados, e refeições prontas. “Somos a única região que não tem essa diversificação. Há pouco tempo, lançámos queijos com a marca Navidul, que estão a ter uma boa aceitação, mas não são ainda muito relevantes. Vamos procurar alternativas para que ganhem peso. Além disso, apesar de sermos líderes nos cárnicos, é um mercado muito pulverizado, pelo que há muitas oportunidades de crescimento”.

Nesta aposta nos lacticínios, a estratégia será usar marcas que já são conhecidas do portfólio do grupo ou procurar alternativas para aquisição. “Estamos a procurar ter um portfólio mais similar ao da Sigma, que é uma empresa de alimentação, mais do que cárnica”.

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