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Apenas um terço pensa que as empresas estão a abandonar a Rússia para tomar uma posição contra a invasão da Ucrânia

Foto SpokoFilm/Shutterstock

Empresas de todo o mundo estão a sair da Rússia. No entanto, nem todos o fazem em protesto à invasão da Ucrânia, revela um estudo da YouGov.

Enquanto os que estão nos domínios petroquímico e tecnológico poderão estar a sentir os efeitos das sanções, outras indústrias enfrentam uma pressão semelhante por parte dos consumidores.

Tanto os consumidores como os ativistas recorreram às redes sociais para escalarem a pressão para que as empresas cessem de negociar dentro da Federação Russa. Nos últimos dias, os hashtags de boicote têm vindo a surgir nas redes sociais contra aqueles que continuam a fazê-lo. Mas, à medida que cada vez mais empresas, travam as vendas na Rússia, nem todo público considera que o estão a fazer como um gesto significativo contra a guerra, acreditando, em contrapartida, que a motivação é mais comercial.

Motivações

De acordo com o estudo conduzido pela YouGov no Reino Unido, 31% dos consumidores pensa que as empresas que estão a encerrar operações na Rússia fazem-no para manter uma imagem positiva e 20% que estão mais interessadas em escapar a futuras sanções. Apenas um terço dos britânicos (34%) pensa que as empresas que optam por cessar as suas trocas comerciais na Rússia estão a fazê-lo como uma reação sincera à guerra.

Os britânicos mais jovens tendem a ser mais céticos. No total, 55% dos que têm entre 18 e 24 anos pensa que as empresas que boicotam a Rússia não são motivadas, principalmente, por fazerem uma declaração contra a guerra, em vez de se interessarem mais pela sua imagem pública (38%) e esquivarem-se às sanções (17%). Apenas um em cada cinco (20%) pensa que está a tomar uma posição antiguerra.

Aqueles com 65 ou mais anos estão mais divididos. Por um lado, 46% considera que estas empresas estão motivadas a pôr fim às suas operações na Rússia por uma questão de relações públicas ou proteção contra futuras sanções (22% e 24%, respetivamente). Por outro lado, 45% considera que o estão a fazer como uma declaração contra a guerra.

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