A AB InBev fechou o segundo trimestre de 2026 com um crescimento orgânico de 5,6% nas receitas, impulsionado pela evolução positiva do negócio da cerveja e pelo desempenho das suas marcas premium. O volume total aumentou 0,9%, com o volume de cerveja a crescer 1,1%.
No período, as receitas reportadas ascenderam a 16,66 mil milhões de dólares e o EBITDA normalizado aumentou 5,8%, para 5,94 mil milhões de dólares, com a margem a manter-se nos 35,6%. O lucro subjacente atingiu 2,39 mil milhões de dólares, acima dos 1,95 mil milhões registados no período homólogo.
“O nosso desempenho neste trimestre reflete a força da categoria da cerveja e a execução consistente da nossa estratégia. Através do investimento nas nossas megamarcas e plataformas, da inovação e de uma oferta mais diversificada para diferentes ocasiões de consumo, estamos a reforçar a relevância das nossas marcas junto dos consumidores“, afirma Michel Doukeris, CEO da AB InBev.
Crescimento das megamarcas e da cerveja sem álcool
A dona de marcas como Corona, Budweiser e Stella Artois continua a beneficiar da estratégia de premiumização e diversificação do portefólio. As receitas combinadas das megamarcas cresceram 6,2% no trimestre. A Corona aumentou as receitas em 17% fora do mercado de origem. Em simultâneo, as receitas da cerveja sem álcool cresceram 27% e a categoria Beyond Beer registou um aumento de 44%.
O valor bruto de mercadorias (GMV) da BEES Marketplace proveniente da venda de produtos de terceiros aumentou 50%, para 1,2 mil milhões de dólares.
A empresa refere ainda que ganhou ou manteve quota de mercado em 70% dos mercados onde opera. O trimestre ficou também marcado por volumes recorde no México, Colômbia e Equador, pelo regresso ao crescimento dos volumes de cerveja no Brasil e por ganhos de quota de mercado nos Estados Unidos nas categorias de cerveja e Beyond Beer.
Perspetivas positivas para 2026
No acumulado do primeiro semestre, a AB InBev registou um crescimento de 5,7% nas receitas e de 5,6% no EBITDA, enquanto o lucro por ação subjacente aumentou 22,1%. A empresa melhorou igualmente o rácio dívida líquida/EBITDA para 2,86 vezes, , face a 3,27 vezes no final de junho de 2025.
Perante estes resultados, a multinacional mantém as perspetivas para o exercício de 2026, antecipando um crescimento do EBITDA entre 4% e 8%. A estratégia continuará centrada no reforço das marcas globais, na inovação, na digitalização do negócio e na expansão de segmentos como a cerveja sem álcool e Beyond Beer.








