Interior de um supermercado com corredores e expositores desfocados Foto Shutterstock

Grandes supermercados ganham quota em Portugal

Hipermercados e pequenas lojas perdem terreno

O crescimento do retalho alimentar português está a concentrar-se nos supermercados de maior dimensão. Os dados mais recentes da NielsenIQ mostram que este formato continua a ganhar importância na distribuição de bens de grande consumo, num contexto em que os restantes canais apresentam uma evolução mais moderada ou mesmo negativa.

De acordo com o relatório “Scantrends”, relativo à quadrissemana de 10 de agosto a 6 de setembro de 2026, os grandes supermercados registaram um crescimento acumulado de 7,1% em valor desde o início do ano, comparativamente com o período homólogo de 2025. O desempenho supera o crescimento de 4,1% do mercado total analisado e permitiu aumentar a quota dos grandes supermercados de 56,1% para 57,7%, um ganho de 1,6 pontos percentuais.

Esta evolução contrasta com a dos restantes formatos comerciais, que perderam peso relativo no mercado.

Grandes supermercados concentram quase 58% das vendas

A liderança dos grandes supermercados tornou-se mais expressiva nos primeiros nove meses incompletos de 2026. Segundo a NielsenIQ, o formato representa atualmente 57,7% das vendas em valor no universo analisado, enquanto os hipermercados concentram 21,5%. Os supermercados pequenos apresentam uma quota de 10,8% e os estabelecimentos de livre serviço representam 10% do mercado.

Os resultados mostram que os grandes supermercados foram o único formato a aumentar a quota em termos homólogos. A maior perda verificou-se nos estabelecimentos de livre serviço, cuja representatividade diminuiu 0,9 pontos percentuais, seguidos dos hipermercados, com uma redução de 0,5 pontos percentuais, e dos supermercados pequenos, com uma quebra de 0,2 pontos percentuais.

Importa salientar que uma diminuição de quota não significa necessariamente uma redução das vendas: um formato pode continuar a crescer em valor, mas perder peso se os concorrentes apresentarem um desempenho superior.

Hipermercados crescem apenas 2%

As diferenças tornam-se ainda mais evidentes quando se analisa a evolução das vendas em valor. No acumulado até à semana 36, os hipermercados registaram um crescimento de 2%, menos de metade do aumento observado no conjunto do mercado. Os supermercados pequenos cresceram 1,8%, apresentando também um desempenho inferior à média. Já os estabelecimentos de livre serviço registaram uma contração de 4,2%, sendo o único formato analisado a apresentar uma evolução negativa no acumulado do ano.

Em sentido contrário, o crescimento de 7,1% dos grandes supermercados demonstra que este canal continua a captar uma parte crescente das vendas de bens de grande consumo.

Publicidade

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
Siga-nos em sidebar-1