Aerogeradores num cume verdejante, com montanhas e nuvens ao fundo

UE aumenta importações de turbinas eólicas

Compras de turbinas eólicas ao exterior cresceram 40,6% em 2025, enquanto as importações de painéis solares e biocombustíveis diminuíram

A União Europeia (UE) importou 11,4 mil milhões de euros em produtos de energia verde em 2025 e exportou 4,6 mil milhões. Segundo dados do Eurostat, as turbinas eólicas contrariaram a tendência de queda registada nas importações de painéis solares e biocombustíveis.

As importações de turbinas eólicas aumentaram 40,6% em valor, para 700 milhões de euros, enquanto o volume cresceu 69%. A China foi o principal fornecedor, com 59,6% das importações, seguida da Índia, com 22,2%. A quota chinesa subiu face aos 41,3% registados em 2024.

Em sentido contrário, as importações de painéis solares recuaram 27,7%, para oito mil milhões de euros. O volume diminuiu 4%, o que aponta para uma descida do preço médio dos painéis importados.

Comércio extra-UE em 2025: importações de painéis solares €8 mil milhões, biocombustíveis líquidos €2,7 mil milhões e turbinas eólicas €0,7 mil milhões; exportações de €0,5, €1 e €3,1 mil milhões, respetivamente

As compras de biocombustíveis ao exterior também caíram. O valor diminuiu 7,9%, para 2,7 mil milhões de euros, enquanto o volume recuou 11,6%.

A Malásia foi o principal fornecedor de biocombustíveis líquidos à UE, com uma quota de 21,9%. Seguiram-se os Estados Unidos, com 16,1%, a Argentina, com 12,4%, e o Reino Unido, com 12,3%. A quota da China caiu de 24,2% em 2024 para 1,3% em 2025.

Parceiros da UE nas importações de energia verde em 2025: China lidera painéis solares (98,6%) e turbinas eólicas (59,6%); nos biocombustíveis, “outros” representam 27,4%

Turbinas lideram exportações

Nas exportações europeias, as turbinas eólicas foram o principal produto entre os três grupos analisados, com vendas de 3,1 mil milhões de euros. O valor aumentou 10,8% em relação a 2024, enquanto o volume cresceu 9,5%.

As exportações de painéis solares totalizaram 500 milhões de euros, menos 23,6% em valor, apesar de um aumento de 2,6% no volume. Já as vendas externas de biocombustíveis caíram 45,9%, para mil milhões de euros. O volume exportado diminuiu 46,2%.

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