Mãos a utilizar um computador portátil com elementos gráficos digitais sobrepostos que representam aplicações de inteligência artificial no comércio e retalho. No centro destaca-se um carrinho de compras associado à IA, rodeado por ícones relacionados com análise de dados, experiência do cliente, marketing, logística, gestão de stocks, vendas, pagamentos e tomada de decisão Foto Shutterstock

Comércio agêntico pode atingir 120 mil milhões de transações anuais até 2031

B2B deverá impulsionar adoção do comércio agêntico, mas auditabilidade e controlo serão essenciais

O comércio agêntico poderá atingir 120 mil milhões de transações anuais em todo o mundo até 2031, abrangendo aplicações B2B e B2C. O valor representa um crescimento superior a 19.000% face às cerca de 620 milhões de transações previstas para 2026, sinalizando a passagem do comércio agêntico de uma tecnologia emergente para um mercado de dimensão global.

O comércio agêntico consiste na utilização de agentes de inteligência artificial capazes de tomar decisões de compra e realizar transações de comércio eletrónico de forma autónoma em nome dos utilizadores.

B2B pode acelerar adoção

Segundo a Juniper Research, embora a maioria dos projetos-piloto tenha surgido no comércio eletrónico B2C, o segmento B2B apresenta um potencial significativo de crescimento.

As compras empresariais já são, em grande medida, estruturadas através de plataformas como sistemas de gestão de viagens corporativas e soluções de procure-to-pay. Esta estrutura poderá facilitar a adoção do comércio agêntico no mercado B2B, uma vez que os agentes de IA podem operar dentro de um número relativamente limitado de plataformas, em vez de terem de interagir com um universo praticamente infinito de comerciantes online.

Auditoria e explicabilidade são essenciais

Apesar do potencial do mercado B2B, o estudo alerta que a capacidade de auditar e explicar as decisões de compra será fundamental para garantir a confiança das empresas. As plataformas agênticas deverão ser capazes de identificar claramente a intenção do utilizador e integrar limites de despesa e mecanismos de controlo definidos pelas políticas internas das organizações.

Nick Maynard, vice-presidente de investigação da Juniper Research, refere: “As empresas estão a apostar fortemente em sistemas de IA para aumentar a eficiência, e o procurement será a próxima área a ser afetada pelas ferramentas de IA. Para terem sucesso, os sistemas de IA têm de ser capazes de cumprir as restrições rígidas dos processos de procurement, caso contrário as empresas perderão rapidamente a confiança”.

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