O consumo de álcool nos EUA mantém-se num mínimo histórico, com apenas 54% dos adultos norte-americanos a afirmar que consomem bebidas alcoólicas, de acordo com um novo estudo da Gallup. O valor iguala o registado no ano passado e é o mais baixo desde o início da série histórica da empresa, em 1939.
Os dados mostram que o consumo declarado de álcool tem vindo a diminuir nos últimos anos, segundo a Consumption Habits survey da Gallup, citada pela Just Drinks. A percentagem de adultos que afirmam beber passou de 62% em 2023 para 58% em 2024 e 54% em 2025, mantendo-se estável este ano.
A perceção sobre os riscos para a saúde também sofreu alterações. Atualmente, 51% dos adultos norte-americanos consideram prejudicial para a saúde consumir uma ou duas bebidas alcoólicas por dia, uma descida face aos 53% registados no ano passado.
Este ano, pela primeira vez, a Gallup questionou os norte-americanos sobre o consumo de alternativas sem álcool. 17% afirmaram ter consumido cerveja, vinho ou bebidas espirituosas sem álcool em substituição de bebidas alcoólicas em algum momento do último ano. A percentagem sobe para 20% entre os consumidores de álcool e é de 14% entre os que não bebem.
Entre os consumidores de álcool que recorrem a bebidas sem álcool, 38% afirmam estar a consumir mais este tipo de produtos do que anteriormente. O valor é aproximadamente o dobro dos 17% que dizem estar a consumi-los menos.
“Menos norte-americanos estão a beber e aqueles que bebem parecem estar a reduzir o consumo, incluindo através da opção por bebidas sem álcool”, afirmou Lydia Saad, diretora de investigação social da Gallup nos EUA e autora do estudo.
Bebidas espirituosas ganham terreno
A cerveja continua a liderar, embora por uma margem reduzida, entre as bebidas alcoólicas consumidas com maior frequência pelos norte-americanos que bebem. 36% escolheram a cerveja, 32% as bebidas espirituosas e 30% o vinho.
A tendência de longo prazo, contudo, aponta para uma crescente preferência por bebidas espirituosas. Desde 2016, a sua preferência aumentou 12 pontos percentuais, enquanto a cerveja recuou sete pontos.
As preferências também variam consoante o género. Os homens demonstram uma maior preferência pela cerveja, enquanto as mulheres tendem a escolher mais vinho e bebidas espirituosas.
Saad sublinhou ainda que aumentou a sensibilização do público para a investigação sobre os efeitos do consumo de álcool na saúde. A Gallup concluiu que 86% dos norte-americanos já ouviram pelo menos alguma coisa sobre estudos recentes relativos aos efeitos do consumo de álcool a longo prazo, contra 79% em 2024.
Paralelamente, a percentagem de norte-americanos que admitem beber, por vezes, demasiado álcool caiu para um novo mínimo, de 13%. O valor compara com níveis superiores a 20% registados antes de 2000 e está muito abaixo do pico de 35% alcançado em 1989.








