A China mantém-se como o maior produtor mundial de cerveja, com cerca de 359 milhões de hectolitros produzidos em 2023, segundo dados do relatório da BarthHaas agora divulgados pela Statista.
O país representou cerca de 19% de toda a produção mundial, muito à frente dos Estados Unidos, que ocuparam a segunda posição com 193 milhões de hectolitros. Brasil e México completaram os quatro primeiros lugares, evidenciando o peso das Américas na indústria cervejeira global.
China produz quase o dobro dos Estados Unidos
Em 2023, a China produziu o equivalente a 19,1% da produção mundial. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com uma quota global de 10,2%.
Seguiram-se o Brasil, com cerca de 148,9 milhões de hectolitros, e o México, com 142,4 milhões. Juntos, os quatro maiores produtores concentraram uma parcela significativa da produção cervejeira mundial.
A distância entre a China e os restantes mercados é particularmente expressiva: o país produziu quase tanto como Estados Unidos e Brasil juntos.
Alemanha lidera produção entre os países da União Europeia
A Alemanha ocupou a quinta posição mundial em 2023, com aproximadamente 84,9 milhões de hectolitros, seguida de perto pela Rússia, com 83,4 milhões.
Mais abaixo surgiram Japão, com 45,3 milhões de hectolitros, Espanha, com 41,3 milhões, Polónia, com cerca de 36 milhões, e África do Sul, com aproximadamente 35 milhões.
A presença de Alemanha, Espanha e Polónia entre os dez maiores produtores confirma o peso da indústria cervejeira europeia, embora a região tenha registado uma contração no ano analisado.
Produção mundial recuou em 2023
A produção global de cerveja caiu em quase 17 milhões de hectolitros em 2023, fixando-se em cerca de 1,88 mil milhões de hectolitros.
A Europa foi uma das regiões responsáveis pelo recuo, com uma diminuição de aproximadamente nove milhões de hectolitros. Reino Unido, Alemanha e Polónia estiveram entre os mercados que mais contribuíram para esta redução.
Nas Américas, a produção caiu 7,2 milhões de hectolitros. Os Estados Unidos registaram uma redução de 9,9 milhões, que não foi totalmente compensada pelo crescimento verificado na América do Sul e na América Central e Caraíbas.
Ásia mostra evoluções muito diferentes
Também na Ásia o comportamento esteve longe de ser homogéneo. A Índia aumentou a produção em 3,8 milhões de hectolitros e o Camboja em dois milhões. Em sentido contrário, o Vietname registou uma quebra de aproximadamente oito milhões de hectolitros.
Coreia do Sul, Tailândia, China e Cazaquistão apresentaram igualmente descidas superiores a um milhão de hectolitros.
Mesmo com a redução registada, a escala do mercado chinês permitiu ao país conservar confortavelmente a liderança mundial.
África contrariou tendência global
África apresentou uma evolução distinta, com a produção de cerveja a aumentar cerca de 4,6 milhões de hectolitros em 2023.
A África do Sul contribuiu com um crescimento de 1,4 milhões de hectolitros, enquanto a Etiópia e os Camarões aumentaram a produção em aproximadamente 1,1 milhões cada.
Os números ajudam também a distinguir dois indicadores diferentes do mercado cervejeiro: produzir mais cerveja não significa necessariamente consumir mais por habitante. A dimensão populacional, a capacidade industrial instalada, as exportações e o papel de cada país nas cadeias internacionais das grandes cervejeiras influenciam fortemente o ranking de produção.
No caso da China, a combinação entre dimensão do mercado interno e capacidade produtiva mantém o país muito destacado na liderança mundial.








