A CBRE e a JLL foram escolhidas, em regime de co-exclusividade, para comercializar os ativos logísticos Folgosa I e Folgosa II, na Maia. O complexo disponibiliza mais de 11.000 m² de área bruta locável, combinando espaços de armazenagem e escritórios, e poderá ser ocupado como uma plataforma única ou através do arrendamento independente de cada edifício.
Propriedade da Proxity, o complexo foi anteriormente sede da empresa portuguesa de transportes e logística Rangel. Os dois edifícios foram construídos em fases distintas, originalmente para responder às necessidades de operações de logística transitária e contratual.
Os ativos serão agora alvo de um plano de investimento destinado à modernização e melhoria das infraestruturas, com o objetivo de adequá-las aos atuais padrões exigidos pelo mercado logístico.
Folgosa I combina armazém e escritórios
O Folgosa I disponibiliza uma área total de 6.639 m², distribuída por 4.585 m² de armazém, 1.461 m² de escritórios e 593 m² de área administrativa complementar.
O espaço apresenta um pé-direito livre de sete metros, sistema de sprinklers e 13 cais de carga equipados com niveladores. Dispõe ainda de duas portas seccionadas com plataforma de carga lateral.
A configuração permite responder a diferentes necessidades de ocupação, integrando numa mesma infraestrutura áreas operacionais e administrativas.
Folgosa II aposta no cross-dock
Com 4.765 m², o Folgosa II apresenta uma configuração de cross-dock e está preparado para operações de distribuição capilar e last-mile. O edifício inclui 4.000 m² de armazém e 765 m² destinados a áreas administrativas e de suporte.
O ativo dispõe de um pé-direito livre de 10 metros, 12 cais de carga para camiões pesados e dois portões de apoio à plataforma de carga. A operação de distribuição é complementada por 14 portões duplos destinados especificamente à movimentação rápida de carrinhas de mercadorias.
Para Michael Costa Gabriel, associate director de industrial & logistics leasing da CBRE, a operação responde à escassez de espaços logísticos de qualidade no Grande Porto. “O mercado do Grande Porto debate-se há muito com uma escassez crónica de espaços de qualidade que combinem a dimensão e as características técnicas exigidas pela logística moderna”, afirma, considerando o projeto Folgosa uma oportunidade singular na região.
O responsável destaca particularmente a configuração do Folgosa II e a possibilidade de juntar os dois edifícios num polo com mais de 10.000 m² de área coberta.
Localização reforça atratividade
A localização constitui outro dos argumentos do complexo. Os ativos encontram-se num dos principais corredores logísticos da Península Ibérica, com acesso direto à A41-CREP e à A3.
A localização permite ligações rápidas ao tecido empresarial do Norte do país e da Galiza e coloca o complexo a 14 quilómetros do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a 19 quilómetros do Porto de Leixões.
Segundo Tomás Bonifácio, head of industrial & logistics da JLL, a combinação entre localização, especificações técnicas e flexibilidade de ocupação distingue o projeto num mercado marcado pela escassez de oferta. “O projeto Folgosa reúne características que raramente encontramos disponíveis em simultâneo no mercado do Grande Porto”, afirma, salientando a capacidade dos ativos para responder tanto a operadores de maior escala como a empresas com necessidades específicas.
A comercialização será acompanhada por uma equipa multidisciplinar da CBRE, envolvendo as áreas de Property Management, Project Management e Leasing Industrial & Logistics, com intervenção também na implementação do plano de melhorias acordado com o proprietário.








