Copos alinhados com diferentes tipos de cerveja, do tom claro ao âmbar escuro, sobre um balcão de madeira

37% dos portugueses diz beber cerveja regularmente

Mais de um terço dos consumidores portugueses em idade legal para consumir álcool afirma beber cerveja regularmente.

A percentagem chega aos 37%, colocando o país acima da média de 35% registada entre os 48 mercados analisados pelo Statista Consumer Insights, embora abaixo de outros países do sul da Europa.

O indicador mede a percentagem de inquiridos que declara consumir cerveja regularmente e, por isso, não deve ser confundido com o consumo per capita ou com a quantidade de cerveja ingerida em cada mercado.

Sul da Europa destaca-se no consumo regular

Na Grécia, 52% dos participantes afirma beber cerveja regularmente, enquanto em Espanha a percentagem é de 51% e em Itália de 47%.

Espanha apresenta, além disso, uma presença relevante da cerveja sem álcool. Noutro levantamento do Statista Consumer Insights, um em cada cinco inquiridos espanhóis declarou consumir regularmente cerveja sem álcool.

Os resultados reforçam a posição da cerveja nos hábitos de consumo do sul europeu, ainda que existam diferenças significativas entre os vários países.

México lidera entre os mercados analisados

Entre os países destacados pela Statista, o México apresenta a maior percentagem de consumidores regulares de cerveja, com 53% dos inquiridos. Segue-se a Grécia, com 52%, e Espanha, com 51%.

A América Latina surge, de resto, como uma das regiões onde o consumo regular de cerveja tem maior expressão. Nos mercados latino-americanos abrangidos pela análise, a proporção situa-se maioritariamente entre 41% e 53% dos consumidores em idade legal.

Alemanha, Irlanda e Reino Unido ficam nos 33%

Na Alemanha, Irlanda e Reino Unido, apenas cerca de um terço dos inquiridos declara consumir cerveja regularmente. Os três mercados ficam, assim, ligeiramente abaixo da média de 35% registada no conjunto dos 48 países estudados, apesar da forte associação histórica e cultural destes países à categoria.

O resultado é também um exemplo das limitações de interpretar estes números como uma classificação dos países que “bebem mais cerveja”. O estudo avalia a proporção de pessoas que afirma consumir regularmente, não a quantidade bebida por cada consumidor.

Um mercado pode, portanto, apresentar uma percentagem relativamente baixa de consumidores regulares e, ainda assim, registar volumes elevados de consumo por pessoa.

Consumo regular é menor em vários mercados asiáticos

Na Ásia, as diferenças são igualmente pronunciadas. China e Coreia do Sul apresentam 41% de consumidores regulares de cerveja, seguidas pela Tailândia, com 38%, Hong Kong, com 36%, e Taiwan, com 31%.

Nos extremos inferiores encontram-se a Malásia, com 16%, e a Indonésia, com apenas 10%. A Statista relaciona estes valores com o peso da população muçulmana nos dois países e com as restrições religiosas associadas ao consumo de álcool.

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