O dia 1 de julho tem sido tradicionalmente a data em que a maioria das marcas dá o pontapé de saída aos saldos de verão. No entanto, a tendência dos últimos anos impôs um modelo faseado em que cada marca estabelece o seu próprio período promocional, e este ano não será diferente. Além disso, o canal online tende a adiantar-se ainda mais para que os compradores possam adquirir o necessário para a renovação do guarda-roupa ou para as suas férias ao melhor preço, ganhando assim um peso cada vez maior durante este período.
De facto, segundo os dados do estudo anual “O Consumo Online em Portugal 2026”, elaborado pela Webloyalty, empresa especializada em soluções de Retail Media para eCommerce, 81% dos portugueses que compram online nos saldos de verão gastarão até 200€, 16% gastarão entre 200€ e 500€, e os restantes 3% ultrapassarão os 500€ de gasto através do canal online. De facto, 83% da população prevê que este gasto será igual ou superior ao do ano passado.
O pódio dos saldos portugueses
O período de saldos tornou-se num momento em que os compradores procuram a oportunidade de adquirir produtos que já tinham em mente comprar.
Neste contexto, a moda e os acessórios consolidam-se como os produtos favoritos dos compradores online nos saldos de verão, com 86% dos compradores a adquirir este tipo de produtos durante o período de descontos, seguidos de perfumaria e beleza (47%), produtos para o lar (29%) e tecnologia (24%).
“O consumidor, num contexto de inflação sustentada, pode estar a dar prioridade a compras que, a preço de mercado, ficavam fora do seu alcance, ou a ser mais estratégico. Além disso, o nosso estudo mostra que a compra online ganha terreno porque os compradores portugueses consideram que as vantagens são claras: permite comparar preços, é cómodo comprar através do canal online e, ainda, é possível aproveitar promoções e descontos adicionais“, explica Eduardo Esparza, VP General Manager da Webloyalty Iberia & LATAM, empresa líder na geração de receitas adicionais para eCommerce através de soluções de Retail Media.
Um consumidor maduro e “mobile”
O perfil do comprador online nos saldos em Portugal apresenta características próprias. Por faixa etária, o segmento mais ativo é o dos 46 aos 60 anos (37%), seguido dos compradores entre os 31 e os 45 anos (34%). Em termos de género, a distribuição é quase paritária: 55% mulheres face a 45% de homens.
Além disso, o estudo revela que 61% dos portugueses que compram online nos saldos utiliza o telemóvel como dispositivo habitual de compra, face a 36% que recorre ao computador.
A análise por zonas geográficas revela diferenças notáveis no comportamento durante os saldos de verão. Lisboa e Porto destacam-se como as regiões que preveem comprar mais neste período, seguidas de outras zonas como Aveiro, Leiria, Setúbal ou Coimbra.
“Estamos perante um mercado que cresce de forma mais eficiente e sustentável. Isso obriga os retalhistas a serem mais criativos com as suas fontes de receita e a maximizar cada ponto de contacto com o comprador. O Retail Media permite-lhes monetizar o seu próprio tráfego, chegando ao consumidor no momento de maior predisposição para receber ofertas, gerando receita adicional e melhorando a experiência de compra. Nos saldos, quando o volume é elevado mas a margem se estreita, esta solução pode fazer a diferença“, conclui Eduardo Esparza.








