O consumo de energia no sector industrial da União Europeia voltou a diminuir em 2024, mantendo uma tendência de descida contínua iniciada há mais de três décadas. Segundo os dados mais recentes, a indústria europeia utilizou 8.835 petajoules (PJ) de energia, menos 8,1% do que em 2014.
A eletricidade foi a principal fonte energética da indústria europeia, representando 33,3% do consumo total, seguida do gás natural, com 31,9%. As energias renováveis e os biocombustíveis consolidaram a terceira posição, ultrapassando os derivados de petróleo.

Comparando com 2014, verificou-se uma redução significativa no consumo da maioria das fontes energéticas, sobretudo nos combustíveis fósseis sólidos, que caíram 34,8%, e no calor, com uma descida de 23,7%.
Em contraciclo, o uso de energias renováveis e biocombustíveis aumentou 24,3%, enquanto os resíduos não renováveis cresceram 32,1%, refletindo a gradual transformação do perfil energético industrial europeu.

Apesar da tendência global de redução, o sector alimentar contrariou o movimento geral. A indústria de alimentação, bebidas e tabaco aumentou o consumo energético em 4,7% face a 2014, totalizando 1.134 petajoules, o equivalente a 12,8% do consumo industrial europeu.
Neste segmento, o gás natural continuou a dominar, representando 46,3% da energia utilizada, seguido da eletricidade, com 35,3%.
O sector registou um crescimento expressivo na utilização de energias renováveis e biocombustíveis, que subiram 68,4% em dez anos. Também o consumo de eletricidade e gás natural aumentou, enquanto os combustíveis fósseis sólidos registaram uma forte queda de 36,4%.
Os dados refletem a pressão crescente sobre a indústria europeia para melhorar a eficiência energética e acelerar a transição para fontes mais sustentáveis, num contexto marcado pelas metas climáticas da União Europeia e pela volatilidade dos mercados energéticos.








