Ilustração de economia circular com mãos a trocar roupa, livros e objetos, simbolizando consumo em segunda mão e reutilização Foto Shutterstock

Segunda mão consolida-se como hábito de consumo em Portugal

Mais de 80% dos portugueses já comprou ou vendeu produtos em segunda mão, refletindo uma mudança estrutural para um consumo mais consciente

A compra e venda de produtos reutilizados deixou de ser uma prática marginal para se afirmar como parte integrante dos hábitos de consumo em Portugal. De acordo com o estudo “A Rede da Mudança”, da Wallapop, 83% dos portugueses já participou neste mercado, seja como comprador ou vendedor.

Os dados apontam para uma transformação profunda no comportamento dos consumidores. Mais de metade (55%) já coloca a segunda mão entre as primeiras opções de compra. Esta dado evidencia que esta deixou de ser apenas uma alternativa económica para se tornar numa escolha prioritária.

A tendência nacional acompanha o panorama internacional. Segundo a Statista, entre 60% e 70% dos consumidores em vários países europeus compra regularmente produtos reutilizados, confirmando a generalização deste modelo à escala global.

Impacto ambiental entra na equação

Mais do que o preço, são fatores como a qualidade e a sustentabilidade que estão a impulsionar esta mudança. Em Portugal, 80% dos consumidores considera o impacto ambiental um critério determinante nas decisões de compra. Simultaneamente, a mesma percentagem prefere adquirir produtos usados de boa qualidade em detrimento de novos de qualidade inferior.

O crescimento da segunda mão reflete-se também no comportamento de venda. A maioria dos portugueses (91%) prefere vender artigos que já não utiliza em vez de os acumular. De igual modo, 83% acredita que irá fazê-lo com maior frequência no futuro, reforçando o papel dos consumidores na dinamização da economia circular.

Neste contexto, plataformas digitais como a Wallapop assumem um papel central ao facilitar a ligação entre oferta e procura, tornando o processo de compra e venda mais acessível e eficiente.

A conclusão é inequívoca: a segunda mão deixou de ser uma tendência de nicho para se tornar numa prática consolidada, refletindo uma nova forma de consumir, mais consciente, sustentável e alinhada com as necessidades do quotidiano.

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
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