As águas de Luso e Castello pretendem ocupar um lugar de relevo na experiência gastronómica. E isto porque a escolha da água não é gratuita: interage com a comida e com o vinho, influenciando a perceção.
E foi para demonstrar esta equação que a Central de Cervejas e Bebidas, a cujo portefólio pertencem as duas marcas de água, promoveu, num restaurante em Lisboa, um encontro guiado pelo sommelier e educador de vinhos Manuel Moreira. Que começou por introduzir alguns conceitos, nomeadamente a distinção entre uma água mineral natural e uma água de nascente. O especialista mostrou como a profundidade a que nasce influencia a sua composição – logo, o gosto. Afinal, como explicou, tal como os vinhos, a água também possui o seu terroir. Isto é, o conjunto de fatores geológicos, climáticos e ambientais que moldam o seu perfil. Tudo conta: o tipo de rocha por onde passa, o tempo do percurso subterrâneo, a temperatura a que brota, a fauna e a flora circundantes.
Assim, não é indiferente a proporção de elementos como o cálcio, o magnésio e o sódio. Tal como não é indiferente a presença ou não de gás ou a temperatura a que a água é servida. Tudo contribui para diferentes perceções de sabor. Manuel Moreira exemplificou que uma água bebida à temperatura ambiente contribui para a sensação de persistência na boca, enquanto uma água mais fria “corta” mais facilmente sabores intensos.
Harmonização
São aspetos que não estão na mente de quem bebe água movido pela necessidade de hidratação. Mas há camadas de complexidade que fazem a ponte com a comida, com a água a influenciar as sensações de picante, sal, doçura e gordura. Com ou sem gás surge, portanto, como uma decisão a tomar no momento de escolher a água com que se acompanha uma refeição.
O mesmo com os vinhos: o sommelier demonstrou, na prática, como a água pode alterar a prova. Assim, pode realçar a acidez, conferir maior ou menor sensação de frescura, prolongar ou encurtar a persistência, suavizar ou acentuar determinados traços.
E, por isso, não tem dúvidas de que a água devia ser escolhida com o mesmo cuidado com que se escolhe o vinho. E acredita mesmo que os restaurantes de fine dining – que oferecem uma experiência mais diferenciada, em que os clientes estão disponíveis para pagar o que essa diferenciação implica – poderiam ter uma carta de águas, com o sommelier a ajudar na seleção e a acompanhar o serviço com storytelling, sobre a origem e o perfil do líquido que está a ser colocado no copo.
Este é um movimento em que as águas minerais da Central de Cervejas se reveem, reclamando um lugar de destaque à mesa: “As nossas duas águas minerais naturais são únicas e ambas se caracterizam por uma qualidade superior que é sentida durante a refeição, contribuindo para elevar a experiência gastronómica como um todo”, comenta, a propósito, a responsável de marketing de Água de Luso, Rita Torres.
Mais que hidratação
O responsável de marketing de Castello, Martim Manoel, corrobora: “A função das nossas águas minerais vai muito além da hidratação. São águas que transformam a refeição num momento mais prazeroso e cujo sabor é influenciado pela respetiva origem, que contam uma história, por isso devem ser apreciadas e saboreadas com calma.”
Em causa está Luso, descrita como uma água leve e de perfil equilibrado, que tende a combinar melhor com pratos frios ou tépidos, vegetais grelhados, marisco ou sabores mais delicados. E que funciona igualmente como elemento de transição entre pratos ou entre diferentes vinhos. Já Castello, sendo uma água com gás, apresenta um perfil mais estruturado e uma bolha forte. Acompanha melhor pratos mais intensos e suculentos, como carnes grelhadas, estufados, pratos de forte sabor a mar ou preparações com maior teor de gordura.
São diferenças que também se refletem na relação com o vinho. Assim, Água de Luso harmoniza bem com vinhos brancos frescos, rosés leves, espumantes ou tintos jovens. Já Castello pode complementar rosés mais estruturados, tintos maduros ou encorpados e vinhos fortificados.








