A marca de kombucha Spraga estreou-se oficialmente em Portugal. A iniciativa marca o início da sua expansão europeia e inclui planos para instalar uma unidade de produção destinada a abastecer vários mercados do continente.
A entrada no mercado português insere-se numa estratégia que posiciona o país como centro operacional europeu da marca. O investimento deverá criar mais de duas dezenas de postos de trabalho, numa fase inicial. Visa apoiar a distribuição para mercados como Espanha, Alemanha, Reino Unido e República Checa.
A aposta está também ligada à experiência pessoal do CEO da empresa, Nick Izmaylov. O responsável mudou-se para Portugal com a família após o início da guerra na Ucrânia, país onde a marca nasceu. Durante o evento de apresentação, o responsável destacou o papel que Portugal poderá desempenhar no desenvolvimento do projeto. “Não vemos Portugal apenas como um lugar para viver, mas também como o hub do negócio da Spraga na Europa”, afirmou. “Estamos a construir aqui uma unidade que irá produzir kombucha não só para o mercado português, mas também para exportação”.
Aposta na kombucha
A Spraga aposta na kombucha – uma bebida fermentada à base de chá – como alternativa às bebidas tradicionais. O produto, não pasteurizado, preserva os probióticos resultantes do processo de fermentação natural. É produzido com ingredientes 100% naturais, incluindo chá biológico, açúcar de cana biológico e SCOBY (cultura simbiótica de bactérias e leveduras). A bebida apresenta certificação biológica, é vegan, sem glúten e tem baixo teor de açúcar, sem corantes ou conservantes artificiais.
A gama chega ao mercado com quatro sabores: Original, Gengibre & Limão, Romã e Maçã & Pêra. São sabores para responder tanto aos consumidores habituais de kombucha como a um público mais alargado que procura alternativas aos refrigerantes.

Alternativa aos refrigerantes
Para Niki Greg, o crescimento da categoria está ligado à mudança de hábitos dos consumidores. “Existe uma mudança clara para escolhas mais saudáveis e para bebidas mais conscientes, muitas vezes sem álcool”, afirmou. A empresa pretende transformar a kombucha numa bebida de consumo diário. “Queremos que a kombucha deixe de ser um produto de nicho e se torne uma alternativa natural aos refrigerantes”.
A marca pretende posicionar-se no segmento de grande consumo, procurando democratizar o acesso a esta bebida fermentada e aproximá-la de um público mais amplo. Para o CEO, o objetivo passa por construir uma marca duradoura. “A Spraga não foi criada para ser apenas uma tendência passageira. Queremos construir uma empresa sólida, com qualidade, processos fortes e uma visão de longo prazo”, sublinhou.
Em Portugal, a bebida já está disponível em pontos de venda selecionados, incluindo lojas Intermarché, E.Leclerc e supermercados El Corte Inglés. O preço recomendado de 2,49 euros por garrafa. A empresa prevê alargar progressivamente a presença no retalho nacional ao longo dos próximos meses.















