A Centromarca manifestou reservas quanto ao impacto da criação da Connexio, nova central de serviços de negociação lançada pela Auchan Retail Portugal e pelo Grupo Mosqueteiros/Intermarché. Ao mesmo tempo, reafirmou a importância do equilíbrio em toda a cadeia de valor para um mercado saudável.
Em comunicado, a associação defende que “a experiência nacional e internacional associada a estruturas de negociação semelhantes justifica reservas legítimas quanto ao seu impacto a prazo“. Além disso, mantêm-se dúvidas sobre a transferência de benefícios para o consumidor. Assim como sobre a disponibilização de contrapartidas proporcionais às suas exigências negociais a montante, bem como quanto à previsibilidade das consequências para os fornecedores.
“A reconfiguração dos modelos de negociação, num enquadramento dinâmico de mercado, deve assentar em relações comerciais equilibradas e previsíveis e, por isso, o nosso papel será o de tentar avaliar, de forma objetiva, se esta iniciativa gera valor real efetivo para o consumidor, sem comprometer a atuação, a sustentabilidade e capacidade de investimento dos restantes elos da cadeia de aprovisionamento”, analisa Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca.
Perímetro de atuação
A associação sublinha ainda a importância de clarificar o perímetro de atuação e o enquadramento operacional da Connexio, tendo em conta as alianças já existentes no mercado nacional e as estruturas internacionais em que os mesmos operadores participam. Nomeadamente, a AURA Retail – que agrega internacionalmente Auchan e Intermarché – e o quadro de integração desta na EPIC Partners. Neste caso, estão presentes outros operadores a atuar no mercado nacional.
Para a Centromarca, a multiplicação destas alianças que, com configurações aparentemente diferentes, exigem contrapartidas e prosseguem fins por natureza semelhantes. Assim, entende ser essencial que “a constituição e o funcionamento da nova entidade sejam atentamente acompanhados pelas autoridades públicas competentes, quer no plano do direito da concorrência, quer no estrito cumprimento do regime aplicável às práticas restritivas do comércio, salvaguardando a estabilidade e a confidencialidade e o respeito pelos respetivos quadros contratuais“.
A associação reafirma, por fim, a sua total disponibilidade para o diálogo com todos os stakeholders.








