less is more Foto Shutterstock

Viver mais com menos afirma-se como tendência de consumo em 2026 e redefine prioridades dos portugueses

Menos objetos, mais tempo, mais espaço e mais significado. Em 2026, o conceito de viver mais com menos deixa de ser apenas aspiracional para se afirmar como uma tendência dominante de consumo, impulsionada pelo aumento do custo de vida, pelas preocupações ambientais e pela procura de maior bem-estar psicológico.

A conclusão é destacada pela Wallapop, que identifica uma mudança estrutural na forma como os consumidores se relacionam com os bens materiais.

Cada vez mais portugueses estão a repensar a acumulação, a compra por impulso e o desperdício, optando por casas mais funcionais, rotinas mais simples e decisões de consumo alinhadas com os seus valores pessoais. O movimento de decluttering — libertar a casa e a vida do que já não é usado — surge como resposta prática a estes novos desafios.

Do acumular ao usar melhor

A tendência, amplamente disseminada nas redes sociais sob o conceito internacional living more with less, reflete uma mudança cultural profunda: em vez de comprar mais, os consumidores passam a usar melhor, prolongar a vida útil dos produtos e dar uma segunda oportunidade ao que já existe.

Neste novo paradigma, plataformas digitais de segunda mão assumem um papel central. A possibilidade de vender, comprar ou reutilizar bens em bom estado permite reduzir o desperdício, recuperar valor económico e diminuir o impacto ambiental associado à produção de novos produtos.

Para quem pretende adotar este estilo de vida de forma prática, a Wallapop identifica três princípios fundamentais: separar por categorias, não por divisões (reunir todos os objetos da mesma categoria — roupa, livros, tecnologia ou decoração — independentemente da divisão da casa, ajuda a perceber a real dimensão do que se possui); avaliar o uso real de cada objeto (questionar se o item foi utilizado no último ano e se justifica ocupar espaço permanente é um exercício-chave para decisões mais conscientes) e evitar o desperdício (deitar fora deve ser a última opção. Doar, vender ou reutilizar surgem como alternativas prioritárias).

Um novo luxo: espaço, tempo e leveza

Num contexto de maior pressão económica e emocional, simplificar passa a ser um gesto de autonomia. Libertar espaço em casa significa também libertar tempo, energia e atenção para o que realmente importa. Em 2026, o luxo deixa de estar associado à posse e passa a residir na clareza, no bem-estar e no controlo das escolhas do dia a dia.

Siga-nos em sidebar-1