Um carrinho de compras com mercadorias in a box e uma seta apontando para cima. Maior consumo. Preços altos, inflação crescente. Tendências do comportamento de compra. Custo de vida e análise de mercado. Fotos: Shutterstock

Portugueses encaram 2026 com maior otimismo e apontam viagens e casa como prioridades de consumo

Metade dos portugueses acredita que 2026 será um ano melhor do que o anterior, reforçando um clima de confiança moderada na evolução da situação económica e financeira das famílias.

A conclusão é do mais recente estudo “Intenções de Consumo 2026”, do Observador Cetelem, que revela um aumento de quatro pontos percentuais face a 2025 no número de inquiridos que antecipam um ano mais favorável.

De acordo com o estudo, 50% dos portugueses acreditam que 2026 será melhor do que 2025, enquanto apenas 12% preveem um agravamento da sua situação financeira, valor que se mantém inalterado em relação ao ano anterior. Este otimismo assenta, em grande medida, numa avaliação positiva do ano que terminou: 62% dos inquiridos consideram que 2025 foi globalmente positivo e 28% classificam-no mesmo como um ano “muito bom”, uma subida face aos 25% registados em 2024.

Também a perceção sobre as finanças pessoais mostra sinais de melhoria. Cerca de 23% dos portugueses afirmam estar hoje numa situação económica melhor do que há um ano, comparando com 18% no período homólogo. Metade considera que se encontra na mesma situação e 27% admitem sentir-se pior, refletindo ainda a pressão existente sobre os orçamentos familiares, apesar de uma recuperação gradual do poder de compra.

Viagens lideram intenções de compra

Este cenário de maior confiança traduz-se em intenções de consumo mais claras para o novo ano. O estudo indica que os portugueses já definiram prioridades concretas para aplicar as suas poupanças, com destaque para projetos adiados nos últimos anos. Viajar surge no topo das intenções, sendo apontado por 44% dos inquiridos, seguido das renovações em casa (30%) e da aquisição de equipamentos tecnológicos (19%).

Segundo Hugo Lousada, diretor de marketing, B2B & B2C do Cetelem, “os dados do Observador Cetelem 2026 mostram uma evolução positiva da perceção dos portugueses em relação ao futuro, o que se traduz na retoma de projetos que estavam ‘na gaveta’, como viagens ou obras em casa”.

O responsável sublinha ainda que o crédito continua a desempenhar um papel relevante na concretização destes planos, com os consumidores a valorizarem cada vez mais a simplicidade do processo e a rapidez de resposta, num contexto em que a experiência digital ganha peso decisivo.

Apesar do aumento das intenções de consumo, a maioria dos portugueses mantém uma postura prudente no recurso ao financiamento. Cerca de 60% afirmam não tencionar recorrer a qualquer tipo de crédito, enquanto 30% admitem vir a fazê-lo. Entre as soluções mais consideradas destacam-se o crédito pessoal (14%) e o cartão de crédito (14%), enquanto modalidades como o pagamento fracionado em loja ou o Buy Now Pay Later registam apenas 5% das intenções, evidenciando uma preferência por soluções de crédito mais tradicionais para despesas de maior valor.

Siga-nos em sidebar-1