in

66% das 100 maiores marcas de bens de luxo aumentam vendas

As 100 maiores empresas de bens de luxo geraram receitas agregadas no valor de 247 mil milhões de dólares, no ano fiscal de 2017, valor que representa um crescimento composto de 10,8%, de acordo com a edição de 2019 do estudo da Deloitte “Global Powers of Luxury Goods”.

O mercado global de artigos de luxo continua a registar um crescimento positivo, apesar da desaceleração do crescimento económico global em grandes mercados, como a China e a zona Euro, cenário que deverá estender-se igualmente aos Estados Unidos da América, em breve. “Os grupos franceses continuam a dominar o mercado do luxo, sendo Itália o país com maior número de empresas presentes neste ranking (24). Portugal, apesar de não figurar no top 100, regista ao longo dos últimos anos um aumento da presença de grandes grupos de bens de luxo na capital, sendo a Avenida da Liberdade o destino de eleição para compras de luxo”, avança Pedro Miguel Silva, Associate Partner de Retail & Consumer Products da Deloitte Portugal.

Top 100 das maiores empresas de bens de luxo

As 100 maiores empresas de bens de luxo do mundo geraram receitas agregadas no valor de 247 mil milhões de dólares, no ano fiscal de 2017, valor que ultrapassa os 217 mil milhões de dólares registados no ano anterior (um aumento de 30 mil milhões de dólares). O crescimento anual também aumentou 10,8%, numa base composta ajustada à taxa de câmbio, uma percentagem substancialmente superior àquela verificada o ano passado  (um aumento de 1%). Para além disso, 66% das empresas registaram um aumento das vendas de bens de luxo, com praticamente metade a reportar um crescimento anual de dois dígitos.

As 10 maiores empresas foram responsáveis por quase metade (48,2%) do total de vendas de bens de luxo registado pelas empresas que integram o top 100. As três empresas que lideram a lista – LVMH, Estée Lauder e Richemont – conseguiram manter as suas posições no ano em análise, tendo as restantes subido ou descido uma posição. As empresas do top 10 apresentaram uma maior média de crescimento (14,2%) e rentabilidade (11,6%) que a média do top 100.

O segmento de cosméticos e fragrâncias foi o que registou o melhor desempenho no ano fiscal de 2017, respondendo por 16,1% do aumento de vendas. Este valor fica maioritariamente a dever-se ao crescimento anual de dois dígitos reportado por sete das 11 empresas que representam este sector.

Das 100 maiores empresas de bens de luxo, 88 estão sediadas em nove países e representam 93,4% das vendas de bens de luxo do top 100. As maiores empresas estão em França, com dimensão média de 8,3 mil milhões de dólares, um valor muito superior à média do top 100: 2,5 mil milhões de dólares. França foi também o país que registou o melhor desempenho, com 18,7% do aumento de vendas composto de artigos de luxo, em 2017, e ainda o que mais contribuiu para o total de vendas reportado pelas 100 maiores empresas de bens de luxo. Itália é o país com maior número de empresas presentes nesta lista (24), mas foi o que registou a taxa de crescimento mais baixa.

Impacto da tecnologia e da nova “classe média”

Até 2020, mais de 50% dos consumidores de marcas de bens de luxo serão considerados “classe média” e o mercado de luxo continuará a experenciar um crescimento significativo para acomodar essa nova classe em ascensão. Esta fatia de mercado é dominada por Millennials e Gen Z, com disponibilidade financeira, vindos sobretudo de economias emergentes. Uma realidade à qual se soma o impacto da tecnologia, que se faz sentir sobretudo no comércio eletrónico.

Numa altura em que as tendências estão em permanente mudança, as empresas de luxo começam a reexaminar o valor da sua história e herança de marca e a adotar uma abordagem omnipessoal exclusivamente focada no consumidor da nova era”, afirma Patrizia Arienti, EMEA Region Fashion & Luxury Leader da Deloitte. “Para atingirem este objetivo, estão a investir significativamente nas tecnologias digitais”.

Publicidade

Publicidade

note! quer pôr toda a gente a ler e a partilhar

SKYNET investe em novas plataformas e renovação da frota