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5 tendências no sector dos supermercados em 2021

Foto Shutterstock

 

A Manhattan Associates apresenta as cinco tendências que definirão o sector dos supermercados este ano. Não se trata de mudanças adaptadas ao cenário de pandemia, mas uma transformação a longo prazo, potenciada pela tecnologia.

 

Omnicanalidade

A omnicanalidade é uma destas tendências que continuará a marcar o sector. Nos últimos anos, os retalhistas tiveram que aprender que os consumidores têm uma mentalidade omnicanal, o que significa que recorrem a todos os canais de consumo possíveis e que, cada vez mais, fazem-no em simultâneo. O cliente já não prefere o físico sobre o digital, ou vice-versa, mas procura uma relação o mais fluida possível entre ambos os formatos.

Com a pandemia, o cliente tornou-se mais digital e, nesse sentido, mais omnicanal. A fusão dos dois mundos leva os supermercados a fortalecerem a sua estratégia omnicanal, seja com funções de “click and collect” como de take-away. A isso soma-se a necessidade de garantir prazos de entrega mais curtos, onde cada vez mais se envidam esforços na chamada “última milha”.

 

Conveniência

Também a conveniência vai continuar a marcar o sector. A batalha pelas entregas no mais curto espaço de tempo é travada quer pelos gigantes de tecnologia como pelas startups de entregas ao domicílio. Os supermercados têm um desafio pela frente, uma vez que cada vez mais destas empresas se somam na oferta de alimentos e produtos de primeira necessidade, com modelos de negócio que nada têm que ver com os supermercados tradicionais.

É por isso que as cadeias de supermercados deverão estar próximas dos seus clientes, oferecendo proximidade e conveniência para concorrer com estes novos operadores. Os supermercados não deverão ficar atrás na altura de reformular as experiências de compra, totalmente renovadas e apoiadas pela tecnologia.

 

Espaços inteligentes

A reinterpretação da experiência de compra conduzirá a espaços mais inteligentes, onde os ecrãs e os pagamentos “contactless” desempenham um importante papel.

A Manhattan Associates dá o exemplo da norte-americana Kroger, que instalou um novo carrinho de compras inteligente num dos seus supermercados, que permite fazer diretamente o scan dos produtos e efetuar o pagamento. Esta funcionalidade é possível graças à inteligência artificial e machine learning. Além disso, o ecrã do carrinho de compras pode mostrar recomendações de listas de compras e ofertas promocionais, assim como informação orientativa.

De acordo com a consultora, com este tipo de soluções, melhora-se a segurança alimentar e agilizam-se os processos de pagamento.

 

Automatização da cadeia de abastecimento

Perante o volume crescente de dados e a necessidade de agilidade na operação, as cadeias de supermercados terão que otimizar processos.

As soluções de automatização permitem operar de forma independente, sem pausas, permitindo gerir com maior eficácia os stocks e os próprios recursos humanos.

Neste aspeto, as soluções de software para empresas serão um imperativo para os supermercados operarem no seu máximo potencial. A necessidade de melhorar a velocidade, eficiência, visibilidade e rastreabilidade repercute-se em toda a cadeia de abastecimento e isso tem um impacto direto nas operações dos armazéns. Durante a pandemia, muitos centros de distribuição não foram capazes de adaptar-se ao volume das encomendas online por não disporem de sistemas atualizados.

 

Sustentabilidade

As questões de sustentabilidade implicam introduzir uma nova maneira de fazer e cultura na cadeia de abastecimento. Para os supermercados, que gerem e distribuem produtos tão distintos, passa por reavaliar as opções de embalagem. Aspirar à criação de lojas alimentares que cuidem do meio ambiente é um dos objetivos em cima da mesa.

Para além do desaparecimento progressivo dos sacos de plástico, assistir-se-á a uma maior utilização da tecnologia para reduzir o excesso de stock de produtos altamente perecíveis. Nesse sentido, os supermercados apostarão na melhoria das áreas com maior impacto, como as carnes, o peixe e marisco e os produtos agrícolas, de onde é proveniente a maioria do desperdício.

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