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Carrefour quer liderar o retalho digital global

Foto Karolis Kavolelis/Shutterstock

O Carrefour tem um novo roteiro para a sua estratégia digital. A empresa espera triplicar o seu e-commerce, medido pelo Valor Bruto de Mercadoria (GMV), até 2026, atingindo os 10 mil milhões de euros, e espera que o digital contribua com mais 600 milhões de euros para os proveitos operacionais nesse ano.

Por ocasião do Digital Day que se realizou esta terça-feira, dia 9 de novembro, em Paris, em França, o grupo de distribuição anunciou os seus novos objetivos nesta área, entre os quais o aumento dos seus investimentos digitais em cerca de 50%, com um plano específico de três mil milhões de euros, entre 2022 e 2026.

Desta forma, o Carrefour eleva o seu objetivo anual de investimento para cerca de 1.700 milhões de euros, face ao intervalo anunciado no início deste ano, que colocou esta meta entre 1.500 e 1.700 milhões de euros.

 

Neutralidade carbónica

Em consonância com a sua política de responsabilidade social e ambiental, o grupo anunciou também que ambiciona a neutralidade carbónica nas suas atividades de comércio eletrónico até 2030, ou seja, dez anos antes da meta global definida pelo grupo para 2040.

Em quatro anos, o Carrefour investiu dois mil milhões de euros na sua digitalização e triplicou a sua atividade de comércio eletrónico alimentar. A empresa prevê um GMV de comércio eletrónico de cerca de 3,3 mil milhões de euros, até 2021. Esta evolução tem sido acompanhada por uma otimização de custos, o que significou uma melhoria de 11 pontos, desde 2019, na margem operacional das atividades de e-commerce.

Com a conclusão bem-sucedida do primeiro plano de transformação, queremos agora transformar o Carrefour, distribuidor tradicional com e-commerce, numa empresa de retalho digital, que coloca o digital e os dados no centro de todas as suas operações e do seu modelo de criação de valor”, indica o presidente e CEO da empresa, “diz o presidente e CEO da empresa, Alexandre Bompard. “Esta profunda mudança, que pretendemos levar a cabo em 2026, vai potenciar o omnicanal, que é hoje o ADN do Carrefour e um ativo único na indústria. Os nossos avanços digitais permitir-nos-ão desenvolver novas fontes de receita e lucros, mas também nos permitirão melhorar o desempenho operacional de todas as nossas atividades“, acrescenta.

 

Nova estratégia

Esta nova estratégia será implementada em quatro áreas fundamentais: acelerar a atividade de comércio eletrónico, aumentar os meios de comunicação e as atividades de dados, digitalizar serviços financeiros e transformar digitalmente as operações tradicionais de distribuição.

No primeiro caso, o Carrefour acelerará o desenvolvimento de todas as formas de comércio eletrónico alimentar. Além do Drive, o grupo pretende consolidar-se como referência nos formatos de crescimento mais rápido: entrega expresso (menos de três horas) e q-commerce (menos de 15 minutos), comprador pessoal e B2B.

A triplicação do negócio do comércio eletrónico será também alimentada pelo desenvolvimento no sector não alimentar, nomeadamente através dos seus marketplaces, redes sociais e compras ao vivo. A oferta de produtos será desenvolvida em segmentos como a segunda mão, produtos das principais marcas em dropshipment e produtos não alimentares das marcas próprias do grupo.

Com isto, o Carrefour espera que o e-commerce gere 200 milhões de euros em receitas operacionais correntes adicionais, em 2026, em comparação com 2021. Além disso, os clientes omnicanais deverão representar 30% do total de compradores do grupo, em 2026, contra os 11% de hoje, graças à conversão de clientes existentes para o omnicanal, bem como à aquisição de novos clientes.

Por outro lado, o Carrefour fixou-se no objetivo de ser líder europeu em Data & Retail Media, um mercado em expansão, que deverá atingir os 30 mil milhões de euros em todo o mundo, até 2024.

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