2018 vs 2008: tendências e mudanças numa década de tempo!

No que respeita ao consumo, e desde 2008 até agora, não obstante o decurso destes 10 anos, continuamos focados em rastrear a jornada do cliente, tentando personalizar as experiências de consumo, por meio da coleta e análise de dados.

A terminologia foi-se apurando, ao longo do tempo, e hoje utilizamos vocábulos como omnicanalidade, nuvem, inteligência artificial, realidade aumentada, IoT. A evolução e influência da tecnologia foram, sem dúvida, determinantes nestes últimos 10 anos, tecnologia essa que está em hiper aceleração.

No entanto, não podemos deixar de concordar com Lars Holdgaard, quando o mesmo se sente desiludido nas suas expectativas. A esta altura esperava-se que estas alterações tecnológicas se fizessem sentir em maior grau no nosso dia-a-dia, com, por exemplo, drones a entregarem produtos, automóveis autónomos a circularem nas estradas e vestuário com chips incorporados.

Todavia, outras transformações reais têm vindo a fazer-se sentir nas nossas rotinas diárias, nomeadamente no que toca à forma de comunicarmos, pois em 2008 estávamos ainda presos ao msn (microsoft messenger). Hoje, novas plataformas de social media dominam o panorama da comunicação interpessoal, com aplicações bem conhecidas e enraizadas como o facebook messenger, WhatsApp, Snapchat, Instagram e tantas outras. A urgência e a instantaneidade das mensagens e dos canais instalaram-se na comunicação.

Os chatbots (programa de computador que simula a conversação humana através de inteligência artificial), o live vídeo e a realidade aumentada foram três grandes tendências de 2017, que vieram para ficar. No caso dos chatbots, estes servem para comunicar com clientes, responder a FAQ’s ou fornecer informação sobre um produto ou serviço específico, o que permite melhorar substancialmente os tempos de resposta ao cliente.

Ao mesmo tempo, e quanto à alimentação, verifica-se um crescimento do consumo de produtos biológicos, bem como a recriação de alimentos calóricos em versões mais saudáveis. Sim, os consumidores procuram cada vez mais alternativas de alimentação saudável e esta é uma tendência de mercado que os gestores devem analisar com atenção. O vegetarianismo e o veganismo têm vindo a crescer e constituem uma oportunidade de negócio inquestionável, para quem conseguir oferecer bons níveis de relação qualidade preço.

Por Ana Canavarro, investigadora e professora de marketing digital de moda

Este artigo foi publicado na edição n.º 50 da Grande Consumo.

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