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Vendas da Adolfo Domínguez caem 67,3%

Negócio online dispara 52,3%

Foto Pere Rubi/Shutterstock

As vendas do Grupo Adolfo Domínguez alcançaram os 6,7 milhões de euros, entre março e maio, período correspondente ao seu primeiro trimestre fiscal, o que representa uma queda de 67,3% face ao homólogo.

A descida deve-se à crise despoletada pela pandemia de Covid-19, que obrigou a cadeia de moda a encerrar temporariamente 92% dos seus pontos de venda.

Durante este período, o grupo adotou medidas extraordinárias, incluindo a redução em mais de 34% dos seus gastos operacionais, o recurso ao layoff e a obtenção de financiamento. Nesse sentido, a pandemia provocou um EBITDA negativo de 4,6 milhões de euros, o que compara com o lucro de 1,1 milhões de euros gerado no mesmo trimestre de 2019.

 

Online dispara

As vendas da Adolfo Domínguez contraíram em todos os mercados onde a cadeia opera. Em contrapartida, a loja online converteu-se na principal fonte de receitas durante o período de confinamento, com um aumento na ordem dos 52,3%. “Ao dia de hoje, temos já 88% da nossa rede comercial reativada. A reabertura permite recuperar vendas, mas, ao nível do consumo, está longe da normalidade; em agosto, por exemplo, as vendas mantiveram-se 25% abaixo do habitual”, explica Antonio Puente, diretor geral do grupo de moda. “A evolução do consumo marcará o ritmo neste ano anómalo, no qual a inovação, a digitalização e a capacidade de dispor de uma rede comercial otimizada e flexível serão os pilares que nos impulsionarão para a frente”, acrescenta.

Nessa medida, a Adolfo Domínguez vai continuar a reforçar o seu investimento em inovação e tecnologia, com a renovação da sua web, que inclui agora inteligência artificial e a funcionalidade de “personal shopper” online para adaptar a oferta às compras dos clientes. A nova web, a estrear este mês, permite personalizar a experiência dos clientes em função das suas compras. Foi desenhada especialmente para acesso a partir de dispositivos móveis e tem vindo a ser testada em formato beta desde o passado mês de junho.

A nova plataforma de vendas online é acompanhada da seleção e envio das peças para casa dos clientes a partir de um projeto de inteligência artificial assistido por estilista do grupo. O projeto ADN permite provar a roupa em casa e devolver ou adquirir as peças e complementos selecionados pela plataforma e o “personal shopper” de cada cliente.

O e-commerce continua a ser um dos eixos de crescimento, com um aumento acumulado de 158% nos últimos três anos.

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