A Unilever anunciou a combinação da sua divisão alimentar com a McCormick. A operação avaliada em cerca de 44,8 mil milhões de dólares, cerca de 41,2 mil milhões de euros, que dará origem a um novo gigante global no segmento de alimentos, condimentos e sabores.
A operação junta marcas emblemáticas da Unilever, como Knorr e Hellmann’s, com o portefólio da McCormick, que em Portugal disponibiliza, por exemplo, a Margão. O resultado será uma plataforma global focada no universo dos temperos, combinando ingredientes, condimentos e soluções culinárias, com presença relevante tanto no retalho como no canal profissional.
A nova entidade deverá atingir uma escala significativa, com receitas combinadas na ordem dos 20 mil milhões de dólares, cerca de 18,4 mil milhões de euros.
Unilever mantém controlo e reforça foco estratégico
Apesar da integração, a Unilever deverá manter uma posição dominante na nova empresa, com cerca de 65% do capital, refletindo a importância estratégica da operação.
Ao mesmo tempo, a gestão operacional ficará maioritariamente nas mãos da McCormick, numa estrutura híbrida que combina escala com especialização.
A operação insere-se num reposicionamento mais amplo da Unilever, que tem vindo a reduzir a sua exposição ao sector alimentar. Nos últimos anos, a empresa alienou ou separou várias unidades, incluindo as gorduras alimentares, chá e gelados.
O negócio alimentar representava ainda cerca de um quarto das vendas da empresa, o que torna esta operação particularmente significativa do ponto de vista estratégico.
Sinergias e ganhos de eficiência
A combinação das duas operações deverá gerar sinergias relevantes, estimando-se poupanças anuais na ordem dos 600 milhões de dólares (552 milhões de euros), no prazo de três anos.
Estas sinergias deverão resultar sobretudo da otimização da cadeia de abastecimento, de ganhos de escala em compras, da integração de portefólios e da eficiência operacional.
A operação deverá estar concluída até 2027, dependendo das aprovações regulatórias e dos acionistas.








