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Tensões sociais perturbam as operações comerciais na Tunísia

Foto Shutterstock

A economia tunisina enfrenta grandes desafios. A Crédito y Caución prevê que o crescimento da Tunísia, em 2019 e 2020, continue insuficiente para reduzir substancialmente a taxa de desemprego, que ultrapassa os 15%.

O lento progresso das reformas económicas e as tensões sociais continuam a afetar as perspetivas de médio prazo para esta economia do Mediterrâneo, com a expansão económica a depender, em grande medida, da situação de insegurança.

De acordo com o relatório da seguradora de crédito, a dívida pública da Tunísia, que aumentará para cerca de 80% do PIB, em 2019, é muito vulnerável às flutuações da taxa de câmbio, uma vez que 65% da dívida está denominada em moeda estrangeira. O sector financeiro permanece fraco e o nível de incumprimento é elevado. Apesar do aumento do afluxo de turistas, o declínio da procura por parte dos principais parceiros comerciais da Europa, a moderação do crescimento industrial, a timidez dos investimentos e o aumento dos preços do petróleo pesam na expansão económica da Tunísia.

Até ao momento, tem sido tímida a implementação do programa de reformas impulsionado pelo Fundo Monetário Internacional. A reforma das instituições públicas ineficientes e a contenção da enorme massa salarial pública, que representa 70% da despesa atual, são prioridades fundamentais da reforma fiscal.

No entanto, as primeiras medidas de austeridade provocaram protestos públicos e forte resistência sindical. A situação social tem levado a protestos e greves frequentes que perturbam as operações comerciais e influenciam negativamente o clima de investimento. A segurança interna permanece tensa e o risco de ataques terroristas mantém-se elevado. Qualquer desembolso não realizado pelo Fundo Monetário Internacional poderia ter um grande impacto, uma vez que a Tunísia depende fortemente da ajuda internacional para financiar o seu défice.

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