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Teletrabalho coloca em perigo a indústria do café

Foto Shutterstock

O consumo mundial de café cairá, este ano, pela primeira vez desde 2011, devido ao encerramento de muitas cadeias de cafetaria, face à manutenção de muitos trabalhadores em regime de layoff ou de teletrabalho.

Os dados publicados pelo Departamento da Agricultura dos Estados Unidos da América indicam que a crescente produção e o consumo modesto estão a aumentar a pressão, à medida que a pandemia continua a interromper as cadeias de abastecimento de mais de 50 países produtores e processadores de café. A produção mundial deverá alcançar os 176,1 milhões de sacos de 60 quilogramas, na temporada 2020-2021, o que representa um aumento de 9,1 milhões de saco face à campanha anterior.

Este facto poderá impactar ainda mais os preços do grão de café, que, entre janeiro e maio, caíram em média 7,5%. O aumento do consumo de café em casa não tem conseguido compensar a perda massiva de vendas nas cafetarias, restaurantes e hotéis, que estiveram encerrados no seguimento das medidas de confinamento para a contenção da Covid-19 em vários países.  Os dados da Marex Spectron sublinham que, em todo o mundo, mais de 95% do mercado fora do lar esteve encerrado, em algum momento, devido à crise sanitária.

 

O fim do prato do dia?

Também o prato do dia, praticado por muitos estabelecimentos de restauração, poderá estar em perigo com o teletrabalho. De acordo com o jornal El Español, no país vizinho, a procura pelos pratos ou menus do dia caiu entre 60% a 70%.

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