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Logística

Sustentabilidade, tecnologia e resiliência redefinem a logística em 2026

HAVI indica tendências que vão marcar a logística e supply chain no próximo ano

A sustentabilidade, a digitalização das cadeias de frio, a personalização no último quilómetro, a adoção tecnológica e o employer branding vão estar no centro da transformação do setor da logística e da supply chain em 2026. A análise é da HAVI, empresa global especializada em soluções de cadeia de abastecimento para o setor da restauração.

Num contexto de crescente pressão sobre as cadeias de abastecimento, marcado por exigências de sustentabilidade, desafios operacionais e transformação tecnológica acelerada, o setor da logística enfrenta um momento decisivo.

Prevemos que 2026 seja um ano com vários desafios, mas também muitas oportunidades para o nosso setor. Será fundamental que as empresas estejam preparadas para atuar de forma ágil e sustentável,” afirma Luís Ferreira, Managing Director da HAVI Portugal.“Na HAVI, a tecnologia, a inovação e o desenvolvimento das nossas equipas vão continuar a ser os pilares do sucesso, permitindo-nos oferecer soluções inteligentes e centradas no cliente – e nas pessoas.”

Sustentabilidade como investimento prioritário

Depois de ganhar relevância em 2025, a sustentabilidade passa agora a assumir um papel estrutural nas operações, deixando de ser tratada como um projeto isolado.

O foco recairá na redução de emissões, na incorporação de energias renováveis, na transição para modelos mais circulares e na otimização de transportes e rotas. A pressão regulatória e o crescente escrutínio público tornam indispensável uma abordagem estruturada, capaz de equilibrar eficiência, responsabilidade ambiental e preparação para novas exigências legais.

Cadeias de abastecimento seguras

Num contexto marcado por instabilidade geopolítica, tensões económicas e novas formas de ameaças digitais, a resiliência ganha protagonismo. A capacidade de antecipar cenários e agir rapidamente sobre os acontecimento torna-se decisiva para garantir a continuidade operacional e proteger as empresas de interrupções inesperadas.

No setor alimentar e na cadeia de frio – segmentos onde a HAVI tem forte presença –, este desafio é ainda mais premente. A gestão diária exige operações sólidas, um planeamento cuidadoso e mecanismos que assegurem que nada compromete os produtos ou o serviço prestado aos clientes.

“Smart Cold Chain”

A cadeia de frio assume um papel cada vez mais estratégico, e este ano deve evoluir para se tornar mais inteligente, monitorizada e tecnologicamente avançada. A integração de sensores avançados, sistemas de monitorização contínua e ferramentas de IA permite detetar desvios de temperatura, avaliar riscos operacionais e ajustar processos de forma imediata.

Esta capacidade de resposta reduz perdas, aumenta a eficiência energética e melhora a qualidade do produto, reforçando a confiança dos clientes. Para operadores que lidam com produtos altamente sensíveis, como é o caso da HAVI, esta transformação representa um avanço significativo nas operações.

    O último quilómetro

    Em 2026, o último quilómetro (last mile) assume um papel ainda mais determinante no desempenho das cadeias de abastecimento. Os clientes valorizam soluções que se ajustem de forma realista ao seu negócio, desde a gestão de horários e métodos de descarga até à resposta a variações de procura e necessidades específicas dos produtos. Esta adaptação será essencial para garantir operações mais estáveis e alinhadas com o ritmo de cada ponto de venda.

    Para a HAVI, é fundamental garantir flexibilidade operacional para uma gestão diária mais inteligente, capaz de acomodar imprevistos, integrar exceções sem comprometer o planeamento global e ajustar a distribuição de forma contínua. Da mesma forma, a velocidade no último quilómetro reforça também a competitividade do setor: uma reposição mais frequente contribui para uma gestão mais eficiente do stock nos clientes, reduzindo ruturas e potenciando vendas.

    Tecnologia para aumentar a eficiência

    A Inteligência Artificial, automação, robotização, IoT e analytics são ferramentas essenciais para a otimização das cadeias de abastecimento. Estas tecnologias permitem antecipar disrupções, ajustar processos em tempo real e garantir maior estabilidade.

    A automação e a robotização aumentam a consistência e reduzem falhas; a análise avançada de dados permite prever variações e identificar riscos antes de terem impacto; e a IoT reforça a visibilidade sobre operações e ativos. O resultado é uma cadeia de abastecimento mais ágil, conectada e preparada para dar respostas eficientes a um setor em rápida evolução.

    Employer branding como vantagem competitiva

    Finalmente, num setor que atravessa desafios relacionados com a escassez de mão de obra, investir na proposta de valor das empresas, na formação, e em proporcionar bem-estar e condições de trabalho competitivas é crucial.

    Em 2026, o employer branding é um fator direto de produtividade, estabilidade operacional e redução da rotatividade, especialmente em equipas operacionais.

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