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Surto de Ómicron na China ameaça cadeias de fornecimento globais

Foto Shutterstock

Um surto de Ómicron na China está a enviar ondas de choque às cadeias de abastecimento globais. Desde meados de outubro de 2021 que são relatados, todos os dias, novos casos de infeção por Covid-19 na China, pelo que é expectável que sejam necessárias restrições ainda mais apertadas para conter a propagação da Ómicron, com consequências nos portos e fábricas à medida que mais cidades entre em confinamento.

Segundo o Bloomberg, até agora, a China não está a enfrentar os problemas observados noutros locais, como a escassez de alguns alimentos na Austrália ou no Japão, ou os cerca de cinco milhões de trabalhadores que estavam em isolamento nos Estados Unidos da América na semana passada. Mas já existem duas cidades em confinamento.

 

Centro de produção global

A realidade é que a China continua a ser o centro da produção global“, afirma Thomas O’Connor, especialista em cadeia de fornecimento da Gartner Inc. em Sidnei, na Austrália, citado pelo Bloomberg. “Se houvesse paralisações significativas na produção ou logística na China, associadas a desafios relacionados com a Covid-19, isso teria um impacto enorme no ambiente económico global“.

Nas últimas semanas, surtos esporádicos das variantes Delta e Ómicron já levaram ao encerramento de fábricas de vestuário e de entregas de gás em torno de um dos maiores portos marítimos da China, em Ningbo, e perturbações nos fabricantes de chips na cidade fechada de Xi’na, que está em isolamento. Há outras cidades próximas que enfrentam algumas restrições e as autoridades de Shenzhen endureceram as restrições aos veículos que entram na cidade.

 

Cadeia de abastecimento

Os surtos na China vêm penalizar, ainda mais, uma economia global inundada de casos de Ómicron, confrontando-se com a escassez de camionistas, pilotos, funcionários de supermercados e outros trabalhadores da linha da frente, estendendo uma crise de abastecimento que fez disparar os preços. Os custos dos contentores continuam a ser elevados, os preços das matérias-primas continuam a subir e todas estas perturbações deverão manter-se este ano, de acordo com uma análise da Oxford Economics.

Os economistas do Bank of America alertam que a Ásia ainda não registou uma grande vaga de casos de Ómicron, o que significa que o pior do impacto ainda estará por vir.

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