Homem a monitorizar um diagrama de processos industriais num computador, numa fábrica

Software ganha peso na automatização dos armazéns

A crescente integração de equipamentos e sistemas torna o software de controlo essencial para garantir eficiência, flexibilidade e escalabilidade

A automatização dos armazéns não depende apenas de veículos autónomos, sensores ou sistemas robotizados. À medida que aumenta o número de equipamentos e dados envolvidos nas operações intralogísticas, o software de controlo assume um papel cada vez mais central na coordenação dos processos.

É esta a posição defendida pela STILL, que sublinha a importância de escolher sistemas capazes de sincronizar, em tempo real, equipamentos, informação e operações.

“Um sistema de controlo de armazém assume um papel central na logística automatizada, ao coordenar, em tempo real, a interação entre equipamentos, sistemas e pessoas”, afirma Ângelo Correia, country manager da STILL Portugal. Segundo o responsável, esta capacidade permite criar operações mais eficientes e flexíveis, acompanhando a evolução das necessidades de automatização.

Coordenar equipamentos e dados

Num armazém automatizado, sensores, scanners, códigos de barras, etiquetas RFID e câmaras geram continuamente informação sobre equipamentos, produtos e fluxos de materiais. A gestão destes dados exige diferentes camadas de software, responsáveis pela execução, coordenação e controlo das operações.

Enquanto os sistemas de gestão de armazém, ou WMS (Warehouse Management System), estão sobretudo associados à gestão de stocks e operações, os sistemas WCS (Warehouse Control System) assumem a função de coordenar os fluxos automatizados de materiais.

Estes sistemas recebem ordens provenientes de plataformas como o WMS e transformam-nas em comandos para os diferentes equipamentos. Entre as suas funções estão o planeamento de percursos, a deteção de anomalias, a prevenção de colisões e a coordenação entre equipamentos fixos e móveis.

A correta definição destes sistemas torna-se, por isso, defende a STILL, relevante desde a fase inicial de um projeto. Um controlo mal dimensionado ou requisitos insuficientemente definidos podem criar constrangimentos à medida que aumenta a complexidade da operação.

Integração aumenta complexidade

O desafio torna-se maior quando os armazéns integram equipamentos e frotas de diferentes fabricantes. Nestes casos, são frequentemente utilizados controladores centrais de frota e normas de comunicação como a VDA 5050, que procuram facilitar a interoperabilidade entre diferentes sistemas.

No entanto, à medida que crescem os volumes de dados e o número de equipamentos ligados, também aumenta a exigência sobre estas plataformas. A capacidade de adaptação e expansão do software passa, assim, a ser um fator importante para evitar bloqueios e acompanhar o crescimento da operação.

Menos interfaces, maior integração

É neste contexto que a STILL destaca soluções integradas como o iGo flow, que reúne diferentes níveis de controlo num único sistema. O objetivo passa por reduzir o número de interfaces e centralizar a comunicação e a transferência de dados.

Segundo a empresa, esta integração permite aumentar a transparência sobre os processos, acelerar a resposta a erros ou avarias e facilitar alterações futuras na operação.

A convergência entre sistemas de gestão, execução e controlo pode também reduzir o número de plataformas e parceiros envolvidos num projeto. Para as empresas que avançam na automatização dos armazéns, a escolha do software deixa assim de ser apenas uma questão tecnológica e passa a ser determinante para garantir que os sistemas conseguem crescer sem aumentar, na mesma proporção, a complexidade da operação.

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