O Indicador de Sentimento Económico diminuiu pelo segundo mês consecutivo na União Europeia e na Zona Euro, refletindo uma evolução menos favorável das expectativas económicas.
Segundo os resultados dos inquéritos às empresas e aos consumidores, divulgados pela Comissão Europeia, o indicador recuou 0,6 pontos, situando-se nos 96,9 pontos em ambos os espaços económicos. O resultado permanece abaixo da média de longo prazo, definida em 100 pontos.
A evolução sinaliza um enfraquecimento da perceção económica agregada, embora o indicador não constitua uma medição direta do crescimento do produto interno bruto ou das despesas de consumo.
Confiança dos consumidores volta a diminuir
A confiança dos consumidores também apresentou uma evolução negativa em outubro. Na União Europeia, o indicador diminuiu 1,2 pontos, para -17,3 pontos. Na Zona Euro, recuou 1,1 pontos, fixando-se em -17,9 pontos.
Em ambos os casos, a confiança permanece abaixo da respetiva média histórica, evidenciando a prudência das famílias relativamente às perspetivas económicas.
Os indicadores de confiança refletem avaliações e expectativas declaradas pelos consumidores, não permitindo antecipar automaticamente uma redução das compras. Para fabricantes e distribuidores, a evolução constitui, contudo, uma referência importante para acompanhar a sensibilidade dos consumidores ao preço, as prioridades de despesa e as expectativas sobre o rendimento disponível.
Expectativas de emprego melhoram
Em contraste com a evolução negativa do sentimento económico, o Indicador de Expectativas de Emprego aumentou em outubro. Na União Europeia, avançou 0,6 pontos, atingindo 98,9 pontos. Na Zona Euro, subiu 0,7 pontos, para 98,2 pontos.
Apesar da melhoria, os dois indicadores continuam ligeiramente abaixo da respetiva média de longo prazo.
A diferença entre a evolução do sentimento económico e das expectativas de emprego evidencia que as avaliações das empresas e dos consumidores não evoluem necessariamente no mesmo sentido.







