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Sainsbury’s e Asda terão de desfazer-se de 73 lojas

Pelo menos 73 supermercados terão de ser vendidos de modo a que a fusão entre a Sainsbury’s e a Asda possa prosseguir, indica um novo estudo.

O novo grupo de retalho formado com a junção destas duas cadeias será o maior do Reino Unido em quota de mercado. O negócio está sob o escrutínio do regulador, que quer assegurar-se que a Sainsbury’s e a Asda não se tornem demasiado dominantes a ponto de prejudicar a concorrência e o consumidor.

Caso a fusão seja aprovada pelas autoridades britânicas, espera-se que as duas cadeias tenham de prescindir de um número considerável de lojas. “Não há um negócio desta dimensão no retalho há mais de uma década”, disse David Haywood, fundador da Maximise UK, uma empresa especialista em identificar as melhores localizações para lojas, à BBC. De acordo com a Maximise UK, pelo menos 6% dos ativos, cerca de 73 lojas, estão em risco, um número que não contempla os estabelecimentos de conveniência.

Na opinião de David Haywood, o regulador deverá estar preocupado sobretudo se o negócio reduzirá o número de marcas concorrentes a uma distância de 10 a 15 minutos de carro. Uma das questões será o peso que o regulador atribuirá ao Aldi e Lidl que já têm mais de 12% de quota de mercado e continuam a abrir lojas. Os cálculos da Maximise UK incluem estas duas insígnias de discount na concorrência direta da Asda e Sainsbury’s, mas o regulador poderá ter uma abordagem mais conservadora e excluir estes operadores. Aí, a potencial sobreposição de lojas eleva-se de 73 para 245.

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