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Revlon evita a falência

Revlon

A Revlon chegou a um acordo de compra com alguns dos seus credores, que assumirão o seu controlo. Desta forma, esclarece-se o futuro da empresa norte-americana de cosmética e perfumaria, que recentemente pesou diferentes opções de venda, após invocar proteção de credores, o chamado Capítulo 11 da legislação norte-americana, e declarar insolvência.

De acordo com o Fashion Network, se a operação for autorizada, a empresa sairá desta situação em abril próximo. O acordo de reestruturação, que tem de ser aprovado por um juiz antes de entrar em vigor, garantirá 44 milhões de euros aos credores não garantidos, que de outra forma seriam os últimos a ver a sua dívida liquidada.

 

Crise

Em 2021, a Revlon registou uma diminuição das vendas líquidas de 22%, face a 2017. A empresa, controlada pelo bilionário Ron Perelman e gerida pela sua filha Debra, tinha a 31 de março uma dívida de 3.310 milhões de dólares e apresentado uma lista de ativos e passivos entre mil e 10 mil milhões de dólares, de acordo com o requerimento apresentado no tribunal.

Em 2019, surgiram rumores de venda da empresa, que já se debatia, na altura, para manter a sua posição no mercado e impedir a queda das vendas, face à concorrência da Estée Lauder e de outras empresas mais pequenas. A Revlon adquiriu Elizabeth Arden, em 2016, por cerca de 419 milhões de dólares, com o objetivo de acelerar o seu crescimento, mas os resultados não foram os esperados.

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