A Tabaqueira doou à Guarda Nacional Republicana (GNR) uma nova viatura operacional e dois cães-polícia especializados na deteção de produtos de tabaco ilícitos. A entrega decorreu a 14 de setembro, no quartel da Unidade de Intervenção da GNR, na Pontinha, em Lisboa, ao abrigo do Protocolo de Cooperação entre as duas entidades, formalizado em 2020.
Os dois novos cães, Rola e Remi, são da raça Pastor Holandês e foram treinados especificamente para a deteção do odor de produtos de tabaco. Passam a integrar a Secção Cinotécnica do Comando Territorial do Porto, formando equipas com militares tratadores.
A nova viatura destina-se ao transporte e apoio operacional destas equipas, reforçando a capacidade de intervenção no terreno.
Sobre o comércio ilícito de produtos de tabaco, Marcelo Nico, diretor geral da Tabaqueira, sublinha que “este flagelo só pode ser combatido de forma eficaz com meios adequados no terreno e o reforço desta capacidade cinotécnica da GNR é um investimento direto na eficácia operacional das autoridades e na proteção do mercado legal”.
Mais de 2,4 milhões de cigarros apreendidos
Desde 2023, o Grupo de Intervenção Cinotécnico (GIC) da GNR contabilizou 53 operações relacionadas com o comércio ilícito de tabaco. Segundo os dados divulgados pela Tabaqueira, estas ações resultaram na apreensão de 2.411.368 cigarros, 106 quilogramas de tabaco triturado e 74,8 quilogramas de folha de tabaco
No âmbito do protocolo de cooperação, a Tabaqueira já doou à GNR um equipamento de scanner para deteção de tabaco, seis cães-polícia treinados especificamente para a deteção do odor de tabaco e três viaturas.
A cooperação inclui ainda ações anuais de formação no Curso Fiscal para Sargentos e Guardas, a autenticação e análise de amostras de produtos ilícitos para apoio às investigações da GNR, o apoio técnico à inutilização de produtos apreendidos das marcas da PMI e a partilha de conhecimento especializado sobre comércio ilícito.
De acordo com o mais recente relatório da KPMG sobre o consumo ilícito de cigarros na Europa, Portugal registou, em 2025, uma incidência de 2,7% do consumo total, equivalente a cerca de 220 milhões de cigarros ilegais. O impacto estimado em receita fiscal ascende a 45 milhões de euros.
Este desempenho contrasta com a média da União Europeia, que atingiu 10,3%, o valor mais elevado desde 2014.















