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Realidade digital, tecnologia cognitiva e blockchain potenciam sucesso das organizações

A realidade digital, a tecnologia cognitiva e o blockchain estão entre as grandes tendências que poderão impactar as estratégias e os resultados de negócio das organizações, nos próximos 18 a 24 meses.

Para responder aos crescentes desafios da tecnologia, as empresas devem olhar para além das fronteiras organizacionais tradicionais e garantir que a estratégia, a tecnologia e as operações estão sintonizadas em diferentes áreas. As conclusões são da nona edição do estudo “Tech Trends 2018: The Symphonic Enterprise” da Deloitte, que analisa as tecnologias emergentes no mundo empresarial. “Responder às tendências tecnológicas já não é responsabilidade apenas dos Chief Information Officers ou dos Chief Technology Officers. Envolve também os Chief Experience Officers, os Chief Executive Officers e até os conselhos de administração”, explica Nuno Carvalho, Partner Technology em Financial Services da Deloitte. “Vemos as organizações a endereçarem as mudanças disruptivas de forma cada vez mais estratégica. Em vez de implementarem projetos individuais, para uma área ou domínio específico, optam por uma abordagem mais holística, considerando as tecnologias mais avançadas, acabando por gerar um impacto mais significativo e mensurável dentro da empresa”.

A realidade digital é um termo que agrega a realidade aumentada, virtual, mista, 360° e as tecnologias imersivas. As empresas estão menos focadas nas novidades dos dispositivos, mas sim no desenvolvimento de estratégias e casos reais aplicáveis ao seu negócio. À medida que esta tendência se acentuar, os líderes de TI terão que responder aos constantes desafios da integração destas tecnologias, do desenvolvimento da cloud, da conectividade e do acesso.

Será necessária a transformação das estratégias de recursos humanos para gerir o espaço de trabalho do futuro, onde humanos e máquinas vão trabalhar em conjunto. O aumento da automação, inteligência artificial e tecnologias cognitivas vão afetar as profissões e as categorias profissionais. As organizações do futuro terão que redefinir a gestão de talentos para lidar com a nova força de trabalho “híbrida” (humano-máquina), reconvertendo as competências dos trabalhadores físicos e criando, simultaneamente, novos processos de RH para gerir os trabalhadores virtuais.

Está-se também a assistir à passagem do blockchain de uma fase de exploração para cenários de produção críticos. A existência de casos avançados e a adoção mais generalizada desta tecnologia cria a necessidade de coordenar, integrar e utilizar as diversas iniciativas de blockchain dentro de uma grande organização e potencialmente em diversas iniciativas de blockchains numa cadeia de valor. “As empresas devem pensar numa lógica diagonal, cruzando as linhas verticais da indústria e do negócio com as linhas horizontais dos processos de negócio e das plataformas tecnológicas, e ultrapassar as fronteiras organizacionais tradicionais”, refere Rui Vaz, Partner Technology em Products, Services, Utilities & Resources da Deloitte. “Estas tendências tecnológicas trazem novas formas de resolução de problemas e novas oportunidades de negócio. A empresa do futuro é uma empresa sinfónica, onde a estratégia, a tecnologia e as operações trabalham em harmonia para antecipar os desafios do futuro, partindo da realidade atual”.

No capítulo “Exponentials Technology Watch List” são identificadas estratégias para explorar e capitalizar ideias inovadoras, bem como duas tendências tecnológicas a longo prazo: a inteligência artificial e a encriptação quântica. O estudo conta ainda com casos de estudo, perspetivas de várias entidades do sector e de profissionais da Deloitte.

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