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Produtos congelados e de limpeza disparam o grande consumo

Foto Shutterstock

A Covid-19 marcou uma mudança nos comportamentos do consumidor, que se refletiu numa maior tendência para armazenamento e uma maior preocupação com a higiene e limpeza do lar.

Em 2020, a categoria que se destacou, claramente, a nível internacional foi a dos congelados. Dados de um estudo da IRI em colaboração com a ESM indicam que o seu valor aumentou em mais de 10% em todos os mercados analisados (Alemanha, França, Espanha, Grécia, Inglaterra, Itália e Holanda).

O estudo destaca também o crescimento de produtos básicos, como o leite, o café, os ovos e a farinha, na maioria dos mercados. Os dois últimos são uma consequência direta do aumento da confeção de refeições no lar.

Também os produtos desinfetantes e de higiene do lar cresceram. Por exemplo, na Grécia, o gel desinfetante cresceu 2.228% em valor e as toalhitas desinfetantes 199,8%. Já em Itália, a categoria de parafarmácia evoluiu 397,7% e em Espanha o desinfetante de mãos aumentou 2.299,3%.

 

Maior descida nos cuidados pessoais

Em sentido inverso, os produtos de cuidados pessoais denotaram a maior descida, com uma queda no seu valor de vendas de 5,3% em Espanha ou de 6,4% no Reino Unido, uma variação diretamente relacionada com a redução dois encontros sociais durante o confinamento.

Outra categoria que evoluiu de modo negativo, devido à pandemia, foram os produtos para bebé, com uma queda de 6,7% em Espanha e de 7,2% em Itália, por exemplo. Longe de favorecer um novo “baby boom”, a pandemia e os seus efeitos na economia fez com que, para muitos, a ideia de constituir família se tornasse menos atrativa.

 

Pós-Covid

Durante os próximos meses e com a progressiva vacinação da população europeia, espera-se um relativo regresso à normalidade, embora alguns dos comportamentos se mantenham. É expectável que a vida social reduzida e o encerramento do canal Horeca provoquem novas variações no comportamento dos consumidores.

De igual modo, nos próximos 12 meses, também a prevista recessão económica deverá exercer influência nos consumidores europeus, que vão exigir, ainda mais, uma melhor relação qualidade/preço. “Já estamos a observar o recurso às promoções e iniciativas baseadas no preço, num esforço para atrair os compradores”, destaca Andrew Mitchell, vice-presidente internacional da IRI. “Os fabricantes e distribuidores deverão assegurar-se de que a sua estratégia de valor tem em conta tanto os consumidores com orçamentos mais ajustados, como aqueles que podem permitir-se a maiores gastos”.

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