Bandeira azul da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) em destaque, com logótipo visível, sobre fundo desfocado Foto Shutterstock

Preços mundiais dos alimentos sobem 1,5% em setembro

Os preços internacionais dos alimentos voltaram a subir em setembro. O Índice de Preços dos Alimentos da FAO fixou-se em 136 pontos, mais dois pontos do que em agosto, o equivalente a uma subida mensal de 1,5%. Em comparação com setembro de 2025, o aumento foi de 5,8%.

Apesar da trajetória ascendente, o índice continua 15,1% abaixo do máximo histórico alcançado em março de 2022.

Cereais sobem 5,1%

Entre as principais categorias, os cereais registaram uma das maiores subidas. O respetivo índice atingiu 122,8 pontos, mais 5,1% do que em agosto e 17,2% acima do valor observado um ano antes.

O trigo aumentou 6,3% em termos mensais e atingiu o nível mais elevado desde agosto de 2023.

O milho avançou 5,6%, alcançando o valor mais alto em mais de três anos, enquanto o sorgo e a cevada subiram 13,7% e 3,9%, respetivamente.

Também o arroz registou uma subida de 1,4%, devido sobretudo ao aumento das cotações do arroz índica.

Açúcar sobe 6,1%

O açúcar foi outra das categorias com forte valorização. O índice atingiu 114 pontos, mais 6,1% do que em agosto e 14,7% acima do nível registado em setembro de 2025.

Este foi o terceiro aumento mensal consecutivo e levou os preços ao nível mais elevado desde abril de 2025.

Segundo a FAO, a evolução foi influenciada sobretudo pelas perspetivas de uma redução da oferta mundial de açúcar na campanha 2026/27.

Óleos vegetais também ficam mais caros

O índice dos óleos vegetais subiu 0,9%, para 198,6 pontos, situando-se 18,3% acima do valor observado um ano antes.

A subida resultou principalmente da valorização do óleo de palma, que compensou a descida das cotações do óleo de girassol. Os preços dos óleos de soja e colza mantiveram-se globalmente estáveis.

Carne recua e lacticínios estabilizam

Em sentido contrário, os preços internacionais da carne diminuíram 1,1%, para 127,9 pontos. A queda foi explicada pela descida das cotações de carne de aves e de porco, enquanto bovino e ovino se mantiveram praticamente estáveis.

Nos produtos lácteos, o índice recuou apenas 0,1%, para 119,1 pontos. A descida dos preços do queijo foi quase totalmente compensada pelo aumento das cotações do leite em pó, enquanto a manteiga praticamente não variou.

Ainda assim, os preços dos lacticínios encontravam-se 19,1% abaixo dos níveis registados um ano antes.

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