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Preço é o mais importante para 80% dos portugueses

Pandemia obriga a cortar em despesas

Foto Shutterstock

O Oney Bank apresenta o estudo “Consumo pós-confinamento”, realizado pela OpinionWay, no qual é analisado o comportamento do consumidor desde o início da pandemia de Covid-19, em cinco países europeus: Portugal, França, Itália, Espanha e Alemanha. Uma das conclusões mostra que a crise pandémica tem vindo a afetar a vida dos europeus e a aumentar as incertezas sobre o futuro, obrigando-os a adaptarem-se economicamente e a mudarem os seus hábitos de consumo.

 

Expectativas sobre os rendimentos

Um em cada quatro consumidores europeus acredita que a crise de saúde pública afetará os seus rendimentos. No caso de Portugal, cerca de 31% dos entrevistados esperam uma diminuição nos próximos seis meses. 14% dos portugueses inquiridos acima dos 35 anos são mais otimistas do que os restantes e esperam que os seus rendimentos aumentem antes do fim de 2020.

No caso dos bens não essenciais, se os rendimentos diminuírem nos próximos seis meses, 74% dos portugueses referem que a primeira despesa a cortar será no orçamento para a época natalícia, seguido dos produtos de eletrónica (71%) e das despesas com mobiliário ou decoração (70%). Devido à crise, 54% dos consumidores portugueses não têm intenção de aumentar os seus gastos.

O preço continua a ser o fator determinante no momento de escolher o produto a comprar. No total dos inquiridos em Portugal, para 80%, o preço é o mais importante. Por outro lado, 82% do total dos portugueses que responderam ao inquérito estão dispostos a privilegiar o critério produção local/nacional nas despesas relacionadas com a alimentação. Assim, apesar de os comportamentos socialmente responsáveis estarem a ser afetados pelas atuais circunstâncias, em Portugal, 31% dos inquiridos afirmam estar disposto a pagar até 20% mais por produtos alimentares locais e/ou nacionais.

 

Soluções de financiamento

Das pessoas inquiridas, uma em cada três quer recorrer mais frequentemente a soluções de financiamento. O pagamento fracionado é a opção mais popular, antes do pagamento diferido. 31% dos portugueses afirmam que pretendem utilizar esta solução nos próximos seis meses e 24% prefere pagamento diferido.

O Oney Bank já conseguiu medir esta intenção, tendo registado um aumento de 51% da utilização de soluções de pagamento fracionado durante o confinamento, uma tendência que se manteve quase estável desde o levantamento destas restrições.

 

Digitalização veio para ficar

No confinamento, as compras online dispararam. Forçados a ficar em casa, os europeus passaram a fazer compras através dos canais digitais. A este respeito, os espanhóis (67%), os italianos (66%) e os portugueses (62%) revelaram ser os maiores compradores online. Produtos alimentares (33%), seguidos do vestuário (27%) foram os itens mais frequentemente adquiridos online pelos portugueses.

Para além da mera necessidade, a democratização do consumo digital deve-se à sua facilidade de utilização. Quatro em cada cinco europeus fizeram a mudança sem problemas. Os portugueses registaram a percentagem mais elevada de conhecimento ou adoção de um novo serviço digital (83%) nos últimos meses.

Nestes últimos tempos, os portugueses compraram online maioritariamente bens alimentares (33%), vestuário (27%) e usaram o serviço click & collect ou drive-throughs alimentares (25%).

Espera-se que esta tendência seja duradoura: a longo prazo, 67% dos portugueses e 65% dos franceses pretendem continuar a fazer as suas compras online em itens de cultura, 68% dos italianos pretendem fazer o mesmo com eletrodomésticos, 67% dos espanhóis pretendem fazê-lo em viagens e férias e 62% dos alemães pretendem comprar medicamentos e produtos de saúde online.

Apesar do grande entusiasmo pelas compras online, dois em cada três dos europeus afirmam que ainda preferem comprar na loja. Neste caso, 81% dos inquiridos portugueses ainda mantém esta preferência.

Esta aceleração da digitalização está patente nas respostas dos inquiridos portugueses: 53% afirma ter melhorado os seus conhecimentos sobre estas ferramentas e 75% afirma sentir-se confortável a fazer compras online.

Para além disso, a digitalização ajudou a manter as conexões sociais e os contactos com o mundo exterior. Portugal registou os valores mais elevados neste domínio. 83% dos portugueses afirmam ter mantido o contacto com os amigos por via digital, 82% com a família e 65% com a escola.

 

Ampla utilização dos serviços bancários digitais

Outra consequência deste período pandémico é a profunda mudança que surgiu na relação cliente/consumidor. O impacto está a sentir-se em todos os sectores e, em particular, no bancário. Para entrar em contacto com os seus bancos, os europeus usam principalmente os respetivos sites ou aplicações móveis. Nos últimos seis meses, em Portugal, 57% utilizou mais frequentemente a aplicação móvel para manter o contacto com o seu banco e 77% dos inquiridos manifestaram interesse em manter contacto remoto com a sua instituição bancária através de e-mail. Alguns serviços bancários online foram usados, pela primeira vez, durante o confinamento: 33% utilizou, pela primeira vez, para pagar contas, 26% para comprar comida online, 25% para fazer pagamentos online, 9% assinatura eletrónica e 8% investimentos online.

Ao mesmo tempo, alguns destes hábitos ganharam expressão. 57% dos portugueses, 55% dos espanhóis, 54% dos italianos e 42% dos franceses afirmam ter usado as suas aplicações móveis “com mais frequência”, enquanto 42% dos alemães afirmam ter usado as redes sociais “com muito mais frequência”. Consequentemente, a interação bancária entre banco/cliente mudou.

Apesar de a tendência para a digitalização ser clara, um em cada três europeus acredita que não substitui o relacionamento humano. No caso de Portugal, 81% dos inquiridos continuam a considerar a presença de um consultor essencial.

Além desse vínculo renovado com os bancos, também os hábitos de consumo estão a sofrer alterações. Um em cada dois europeus diz que escolhe o pagamento através de contactless sempre que é disponibilizado. 59% dos portugueses inquiridos consideram irritante/um incómodo quando esta opção não está disponível. O medo de uso fraudulento, dados pessoais pirateados e falta de confiança são os motivos pelos quais as pessoas se absteriam de usar unicamente este meio de pagamento.

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