APENO
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Portugal já tem uma associação dedicada ao enoturismo

Nasceu em Portugal a primeira associação dedicada ao enoturismo, pelas mãos de Maria João de Almeida, consultora de vinhos, e de uma equipa multidisciplinar especializada que se propõe a criar oficialmente o sector e a defender os interesses dos enoturismos nacionais.

Numa fase em que o turismo e a produção vínica têm de se reinventar, a recém-criada associação pretende profissionalizar o sector do enoturismo em Portugal. A apresentação da APENO foi realizada online, no dia 9 de julho, e contou com a presença de Nuno Russo, secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Lídia Monteiro, diretora coordenadora do Turismo de Portugal, Bernardo Gouvêa, presidente do IVV, e de Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal.

Segundo Maria João de Almeida, presidente da APENO, a estratégia da associação passa por dar expressão ao enoturismo em Portugal, afirmando-o como um sector de relevo na economia portuguesa, fomentando a sua internacionalização. “A ideia de fundar a associação surgiu o ano passado, mas só recentemente se reuniram as condições para avançarmos. Achei importante ter uma equipa na associação que fosse uma mais-valia nas mais diversas áreas, de forma a podermos apoiar eficazmente os produtores. Teremos, inclusivamente, um gabinete de apoio onde os associados poderão recorrer para pedir aconselhamento e serviços. Com esta associação, queremos organizar e construir um sector, regulamentar a atividade e orientar quem se quer dedicar a esta área, porque, na verdade, o sector não está formalizado, nem em Portugal nem lá fora. Por essa razão, encaro este cargo de presidente da APENO com um forte sentido de missão, sinto que podemos fazer um trabalho que inspire outros países a fazer o mesmo”, afirma Maria João de Almeida, que conta com uma experiência de mais de 20 anos no sector do vinho e do enoturismo.

 

Essencial para a recuperação do turismo

Ciente da importância do enoturismo e da visibilidade que conquistou ao longo dos últimos anos, Lídia Monteiro considera que “importa evidenciar que o enoturismo tem capacidade de atração e retenção de turistas geradores de maior valor, para territórios de menor densidade e ao longo de todo o ano. No atual cenário, o enoturismo é essencial para assegurar a recuperação do turismo. A criação da Associação Portuguesa de Enoturismo chega por isso em boa hora”.

A APENO foi fundada em fevereiro, com o objetivo de colocar no mapa o enoturismo português. Para alcançar essa meta, um grupo de profissionais com as mais diversas valências (áreas financeira, legal, novas tecnologias, comunicação e marketing) decidiu juntar-se para apoiar os enoturismos nacionais a darem respostas eficazes a vários obstáculos que impedem o sector de evoluir. Assim, a APENO pretende dar expressão ao enoturismo em Portugal, envolvendo toda a cadeia de valor, afirmando-o como um sector de relevo na economia portuguesa e fomentando a sua internacionalização. A pandemia de Covid-19 veio reforçar ainda mais esta ideia.

A primeira medida da APENO será a realização de um estudo sobre a realidade do enoturismo em Portugal pós-Covid-19, que permitirá perceber o cenário atual das dificuldades vividas pelo sector. “A Associação Portuguesa de Enoturismo é um projeto de importância ímpar para o sector do vinho nacional. Fundada por profissionais e personalidades, com vastos e sólidos conhecimentos da indústria do vinho e da realidade vitivinícola nacional, a APENO vem preencher a necessidade premente de se congregar a oferta turística do sector – e os seus operadores – em torno de uma estratégia comum, fomentando a partilha de recursos e conhecimentos. Estes fatores são hoje em dia fundamentais para a consolidação e crescimento da oferta do turismo em Portugal e para o reforço da diferenciação dos vinhos de Portugal”, afirma Bernardo Gouvêa.

Futuramente, a associação investirá também na realização de “wine-talks” com convidados de referência, formações em enoturismo, na criação de uma bolsa de emprego, num clube dedicado aos enoturistas, entre outras propostas que prometem criar uma nova dinâmica, razões pelas quais Frederico Falcão apoia e incentiva o projeto. “Felicito a Maria João de Almeida pela criação desta associação, que certamente irá ajudar a consciencializar os produtores sobre a importância do enoturismo na promoção dos seus vinhos e no fortalecimento da proximidade com o consumidor”.

Com a criação de uma associação de enoturismo, que se pretende dinâmica, criativa e inovadora e uma referência a nível nacional e internacional, Maria João de Almeida afirma que aquela será “acima de tudo, a voz que defende os interesses do sector junto de organismos públicos e do Governo e que procura parcerias junto de empresas privadas. Uma voz que represente o enoturismo português com a dignidade que merece”.

Nuno Russo enaltece e apoia a iniciativa, reforçando a importância estratégica do enoturismo. “Congratulamo-nos com a criação desta associação. O sector do vinho é muito importante para a economia do país e o enoturismo tem tido um crescimento sustentável e é já muito importante para a promoção de Portugal, do vinho e da oferta turística nacional”.

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