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Número de reservas na restauração em Portugal aumentou 36%

Com as férias a terminar e as temperaturas a descer, a rotina dos portugueses começa a regressar à normalidade. O verão de 2021 marcou uma recuperação na restauração nacional, notando-se um crescimento da economia, que se espera que se venha a manter.

O TheFork questionou a sua comunidade de utilizadores e restaurantes sobre destes meses mais quentes e revela as tendências para a fase que se aproxima. No passado mês julho, o número de reservas em Portugal aumentou 36% face ao período homólogo, permitindo que a indústria atingisse níveis semelhantes aos do período pré-Covid (aumentando 18%). Este aumento vem sendo notado um pouco por toda a Europa, uma vez que a restauração registou um aumento global no número de reservas de 29%, em relação a julho de 2020, e de 22%, face a agosto do mesmo ano.

Este verão marcou uma viragem na indústria da restauração que, depois de um período difícil, finalmente conseguiu voltar a taxas de reservas próximas das de 2019 e até mesmo superá-las em alguns mercados. Os clientes continuaram a ir a restaurantes, mesmo num contexto de instabilidade”, explica Sérgio Sequeira, CEO Iberia & Latam region do TheFork. “No TheFork iremos continuar fiéis à nossa missão de apoiar os restaurantes nesta importante fase de digitalização da sua atividade e contribuir para o seu crescimento. Estaremos com os restaurantes na sua adaptação , o mais eficaz possível, a esta situação e encontramo-nos a implementar inúmeras iniciativas para trazer mais pessoas de volta aos restaurantes. Com um marcado foco na concretização de projetos inovadores e a unir esforços em direção a uma tendência positiva nesta área, reforçamos a nossa ambição de continuarmos a ser a maior comunidade gastronómica do mundo”, continua.

 

Preferências de reserva

Os clientes optam, cada vez mais, por restaurantes “digitais” e pelo serviço online de reservas. Reservar via dispositivo móvel tem sido o método preferido e, a nível nacional, 79% das reservas online são agora feitas através de um telemóvel.

Analisando o consumo neste sector, quase metade dos clientes portugueses opta por um investimento moderado quando se deslocam aos restaurantes, com um gasto médio de cerca de 22 euros por pessoa. A outra grande alteração decorrente da pandemia tem sido a antecedência com que os clientes fazem as suas reservas, mais concretamente cinco horas antes, duas horas mais em relação à média registada no verão de 2019.

No que diz respeito a preferências, o jantar continua a ser a refeição preferida para ir a um restaurante, sendo esta a opção escolhida por 58% dos utilizadores. No entanto, o sábado – que sempre foi o dia de eleição para efetuar uma refeição fora -, a nível de reservas, foi ultrapassado em 20% pela sexta-feira.

 

Destinos

Este ano, Portugal (44%), Espanha (18%) e Itália (17%) encontram-se nos mercados europeus com maior quota de reservas internacionais. No entanto, mesmo que o nível de procura internacional não tenha atingido o de 2019, o número de reservas continua a aumentar, verificando-se que os clientes locais deram um grande contributo para compensar a perda de procura internacional.

Mas o aumento do nível de reservas também se deve ao ressurgimento do turismo, tanto local quanto internacional, uma vez que a introdução do certificado digital COVID na União Europeia, a 1 de julho, permitiu um maior volume de turismo, levando a um impacto direto na indústria hoteleira.

De notar que, entre os destinos nacionais que beneficiaram da época de verão e onde se registaram os maiores aumentos de reservas online, destacam-se o Funchal, com uma taxa de crescimento de 182%, seguindo-se Faro, com 27%, Lisboa, com 18%, e Porto, com 6%, face ao mesmo período em 2020.

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